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    A Morte Cinzenta - PbF

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    Jefferson Pimentel

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    A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Sex Abr 13, 2012 2:29 am

    Prólogo



    As fortes chuvas castigavam Vilavelha há mais de três semanas. Os navios no grande porto sacudiam graças aos ventos e as ondas que quebravam contra seus cascos, fazendo a madeira ranger. As poucas pessoas que se aventuravam sob a chuva se protegiam debaixo de pesadas capas e corriam para amarrar os cordames para prender os barcos no cais.

    No ponto mais alto da Ilha Batalha, o luminoso Grande Farol localizado sobre a Torralta, sede da Casa Hightower, iluminava a noite junto a relâmpagos que constantemente riscavam os céus. O fogo brilhante, sempre mantido aceso, podia ser visto a milhas no oceano e guiava navios para a segurança do porto, mas naquela noite de nuvens pesadas e chuva grossa, ele mais parecia um grande fogo fátuo a rondar os céus da cidade.

    Nas vielas escuras da grande cidade, alguns poucos soldados da milícia faziam sua ronda, chapinhando poças e apertando seus mantos, esperando ávidos o fim de seu turno para poder seguir para a estalagem mais próxima e se secar perto de uma lareira, tomando um forte trago de vinho condimentado com especiarias para esquentar o corpo.

    A parte baixa da cidade, próxima ao porto, era a mais castigada pelos fortes ventos marinhos e grandes ondas. As construções, em sua grande maioria de madeira, balançavam e rangiam, ameaçando cair a qualquer momento, e algumas já o tinham feito. A palha que cobria a muitas delas estava ensopada e pouco cumpria seu papel de proteger da chuva.

    Dos setores da cidade, o Baixio das Sardinhas, mais pobre deles, era o mais afetado e encontrava-se em frangalhos. Poucas luzes podiam ser vistas nas aberturas e frestas das paredes de madeira. A água que escorria dos telhados para os becos estreitos se acumulava no chão de terra, fazendo dele um lamaçal. O fedor de maresia, mofo e peixe estragado impregnavam todo o local e se a chuva continuasse sem dar trégua, com certeza todas aquelas casas seriam lavadas para o mar.

    Um homem enfrentava aos tropeções a chuva e a lama, escorregando pelos becos sinuosos até chegar a uma pequena casa em frangalhos no fim de uma viela. Abrindo a porta de madeira empenada pelo excesso de umidade com dificuldades, ele sacudiu sua capa e largou um feixe de lenha molhada no chão. As gotas pesadas batendo nas paredes de madeira e no telhado de palha e os trovões que faziam abalar toda aquela humilde casa só deixavam de ser ouvidos quando um dos moradores tossia forte até escarrar sangue, mal que afligia a todos há dias.

    Eram quatro tentando se aquecer e se proteger daquela umidade. Antes seis, mas o velho avô e a bebê recém-nascida tinham morrido devido à febre e toda a tosse e dores que vinham com ela.

    ― Beba um pouco do caldo de carne, meu filho. A tosse vai diminuir se você comer ― disse com voz fraca a senhora daquela casa, uma mulher na casa dos trinta anos, mas tão magra e pálida que aparentava mais de cinqüenta. Seu puído vestido com um avental desbotado estava manchado aqui e acolá com o sangue que o pigarro trazia, enquanto sua pele apresentava bubos azulados e marcas por toda ela.

    ― Eu não quero, Mã. Num tô com fome ― sussurrou o pequeno garoto, magro e fraco tal que não conseguia se manter acordado por muito tempo. A cama suja e úmida e o amontoado de colchas de retalho pouco serviam para evitar o frio e o tremor de seu pequeno corpo que ardia em febre e apresentava os mesmos sintomas da mãe.

    ― Você tem que comer pelo menos umas colheres, Marcus ― disse o rude pai, enquanto jogava um pouco de lenha úmida que acabara de trazer na fogueira, fazendo uma fumaça que irritava os olhos e fazia a tosse voltar, mas pelo menos mantinha a casa aquecida.

    Enquanto o homem mexia o caldeirão e tomava uma colherada do caldo de carne ralo, a filha mais velha do casal, Amara, esvaziava panelas cheias de água das goteiras, voltando a repô-las para evitar que o chão ficasse mais molhado que já estava. Dos quatro que habitavam aquela caserna era a única que não apresentava os sintomas da doença que a todos afligia, mas mesmo assim o desgaste causado pelos vários dias de chuva e a parca alimentação minavam suas forças a cada dia.

    ― Se a gente continuar aqui, a casa vai cair na nossa cabeça, Mã ― resmungava a jovem moça, enquanto lavava o rosto em uma das panelas de água ― Todo mundo ‘tá indo pra Cidadela. Dizem que os meistres sabem como curar a doença...

    ― E como nós vamos sair daqui com seu irmão deste jeito, Amara? ― esbravejou a mãe, largando a colher dentro do prato raso ― Seu pai tentou conseguir um cavalo pra carregar nossas coisas e seu irmão, mas não tinha nenhum.

    Todos ficaram em silêncio na casa, pensando na dificuldade que seria atravessar todo o Baixio das Sardinhas carregando seus poucos pertences e Marcus, que mal conseguia manter os olhos abertos. A chuva não parava e a lama se acumulava lá fora, sem contar que as vielas que antes eram calçadas com pedras regulares tinham ficado esburacadas graças as chuvas intensas, e estes buracos cobertos da água barrenta se tornava um perigo a mais para a caminhada. Subir a grande ladeira que levava para fora daquela pocilga seria difícil com eles em plena saúde, mas fracos como estavam devido a forte febre e o sangramento seria tarefa quase impossível, mas a expectativa de melhorar daquela doença que os afligia há dias parecia dar um pouco de ânimo aqueles corpos cansados.

    ― Vamos para a Cidadela! Eu carrego o Marcus e vocês trazem alguma comida e roupas ― disse por fim o homem, se levantando e voltando a vestir a capa. Seguindo até sua cama, ele enfiou a mão no meio da palha que servia como colchão, retirando dali um pequeno saco. Conferindo as parcas moedas em seu interior ― oito cobres e duas pratas, com o relevo gasto de tanto passar de mão em mão ― ele ora silencioso a Mãe para que elas sejam suficientes para curar a todos. Atando o saco com as moedas na cintura junto à adaga de limpar peixe que dali pendia, ele seguiu até o filho e com cuidado, enrolou o menino em uma grossa manta de couro cru.

    ― Pra onde a gente vai, Pá? ― sussurrou Marcus, enquanto era levantado pelo pai.

    ― A gente vai curar sua tosse, filho ― respondeu esperançoso o homem, enquanto ajeitava o magro corpo do filho de forma que se tornasse o menos incomodo para carregar.

    Assim que todos estavam prontos, abriram mais uma vez a porta de madeira e saíram para a viela, com a chuva a castiga-los. A água acumulada já passava de seus tornozelos e dificultava o caminho, fazendo-os escorregar constantemente enquanto progrediam a duras penas. Por duas vezes o pai escorregou e quase se estatelou no chão levando junto o fraco Marcus, mas por pouco conseguiu se apoiar nas estruturas dos outros casebres mantendo-se em pé.

    Depois de muita dificuldade, conseguiram chegar até a ladeira que os tirava do Baixio. A água descia em grande volume, fazendo a lama e o cascalho escorrerem como se fosse uma gigantesca cascata turva. Todo tipo de lixo era lavado ladeira abaixo, na direção do porto. Ratos subiam pelos cantos e frestas, guinchando e vencendo as águas com dificuldades, buscando a mesma salvação ansiada por eles.

    O pai buscou um pedaço de madeira solto e o utilizou como bengala, auxiliando na subida daquela ladeira esburacada e coberta por pedras úmidas e lodosas, cheia de todo tipo de sujeira carregada pela água. Logo atrás, a mãe e a filha se arrastavam com dificuldades, escorregando algumas vezes e se estatelando contra a lama, mas logo depois se punham em pé com persistência, buscando o fim da ladeira e a muralha intermediária que separava o Baixio das Sardinhas do distrito comercial da cidade. As tochas que marcavam o portão de passagem já eram vistas, bem como os vultos dos guardas que guarneciam a muralha de mármore negro.

    Pouco acima da metade da ladeira, um torrão de solo solto fez o pé do homem escorregar e ele não conseguiu se manter em pé mesmo com a bengala. Por sorte, conseguiu virar o corpo de forma que seu flanco direito se chocasse contra o chão violentamente, mas protegendo com isto o frágil corpo de Marcus. As duas mulheres ajudaram o pai a se levantar e juntos, venceram o resto da ladeira, chegando até a passagem coberta dentro da muralha intermediária.

    Lá, o chão calçado encontrava-se em situação melhor que o piso da cidade e a arcada sobre suas cabeças os protegiam da chuva. Arfando e tossindo bastante, os três se sentaram no piso empedrado e bastante molhado, buscando restaurar as forças e continuar até a Cidadela. A parte difícil tinha sido vencida, bastava agora seguir pelas ruas pavimentadas e logo estariam sobre o teto alto da casa dos meistres, se aquecendo a lareira, comendo alguma coisa quente e sendo tratados pelos sábios homens que lá habitavam.

    Enquanto descansavam, Amara se lembrou da única vez em que estivera naquela magnífica casa do saber junto ao seu irmão, então um moleque de dez anos. Eles seguiram até a casa dos meistres a mando do pai, levando peças suficientes para comprar um mapa da região costeira para repor aquele perdido quando o Marcus, deveras arteiro antes da doença, derrubou um pote de nanquim sobre o couro, manchando-o.

    Ela se lembrava de atravessarem a grande ponte de pedra sobre o caudaloso Rio Vinhomel, chegando na ilhota onde a Cidadela tinha sido construída. Suas torres e cúpulas de pedra cinza-escura coberta de musgo eram ligadas com pontes arqueadas feitas com a mesma pedra. Em todo lugar podiam ser vistos corvos, sejam dos comuns corvos pretos como dos corvos brancos e maiores, estes mais raros, mas ainda assim em um bom número. Os bichos crocitavam e voavam por toda parte e seus ninhos podiam ser vistos em vários locais da cidadela.

    Mas o que mais tinha chamado sua atenção era o par de gigantescas esfinges de pedra verde como folhas de uma árvore, com os corpos dos leões encimados por asas de águias entreabertas e as caudas de serpentes de aspecto macabro. Uma das esfinges levava o rosto de um belo homem, enquanto a outra ostentava uma linda face de mulher, que não condiziam com aquele corpanzil monstruoso. Marcus tinha ficado com medo das estátuas e dissera que tinha visto uma delas olhar pra ele.

    Assim que entraram pelos gigantescos portões de metal escuro, repararam nas várias gravuras em alto-relevo demonstrando os mais estranhos e diversos símbolos, quase todos desconhecidos por eles. Entrando no gigantesco salão retangular, com grandes janelas e candelabros espalhados por toda parte, se depararam com dezenas de barracas de todo tipo, com muitas pessoas circulando entre elas. Logo perceberam um belo rapaz, de pele branca, profundos olhos azuis e cabelos loiros cortados bem rente, vestido com seu manto marrom bem limpo e novo perto dos outros irmãos que estavam no salão, se postava à frente das barracas de forma atenciosa, com um sorriso no rosto e informando quando perguntado onde cada um dos visitantes encontraria o que procurava. Quando questionado sobre onde poderiam adquirir o mapa, ele logo respondeu com um sorriso radiante:

    ― Vocês estão no Lar dos Escribas. Aqui podem adquirir por uma módica quantia os serviços de escribas, comprar livros e mapas. Os mapas ficam lá no fundo da sala, nas barracas de cor verde ― disse de forma cortes o jovem, com seus belos olhos azuis fitando de forma lasciva a moça enquanto apontava para um grupo de barracas cobertas por um tecido grosseiro tingido de verde.

    Diziam que os meistres podiam ler a mente das pessoas olhando em seus olhos, tamanho seu conhecimento. Isto fez Amara corar, visto que ela tinha achado o rapaz muito bonito para vergar o manto de meistre, desperdiçando assim tanta beleza com os votos que todos os meistres tinham que fazer. A sorte é que Marcus logo chamou por ela para ver um corvo que falava algumas palavras, tirando-a daquela situação incômoda.

    O menino se maravilhava a cada “Milho”, “Meistre” e “Carta” que o corvo crocitava. Marcus batia palmas a cada acerto, fazendo um velho meistre com um pesado colar de elos dos mais diversos metais que estava próximo rir com a diversão e alegria do jovem.

    ― Este é o Arquimestre Walgrave, o Mestre dos Corvos ― dizia o jovem noviço, se aproximando de Amara e parecendo se divertir com o fato da menina ficar sem graça ― Ele é o responsável por todos os corvos da Cidadela, o que é uma tarefa das mais importantes. Dizem que ele esqueceu mais coisas sobre o trato dos corvos que os outros meistres um dia souberam ― disse ele por fim.

    Amara conseguiu se controlar, agradecendo com um gesto de cabeça os préstimos do noviço e levando Marcus pela mão, mesmo com o desapontamento por deixar pra trás o corvo, até as barracas de cor verde para comprar o mapa do pai.

    ― Como assim não vão abrir o portão? ― gritou o pai de Amara, retirando-a de suas recordações.

    Enquanto a mãe estava com Marcus tossindo nos braços, seu pai estava discutindo com um soldado, balançando de forma enérgica o braço na direção do portão de ferro que os impedia de acessar o distrito comercial.

    ― Ordens do Lorde Quenton Hightower, homem. Afaste-se da grade e volte para sua casa. Todos os portões ‘tão sendo fechados e ninguém vai passar ― respondeu um guarda de forma rude, enquanto empurrava seu pai com sua lança. Dava pra ver uma torre branca pintada desgastada no colete de couro curtido sob a pesada capa de chuva. Na cabeça o homem levava um elmo de ferro enquanto uma espada curta e uma adaga descansavam na cintura.

    ― Não posso voltar pra casa! Tenho que levar minha família para a Cidadela ― implorava o homem, com o rosto marcado pelo desespero. Ver seu pai daquela forma deixou Amara assustada. Seu pai era sério, às vezes rude, mas naquele momento demonstrava toda a preocupação de um pai ante sua família necessitada.

    ― Já disse que não. Volta logo para o Baixio que lá sim é seu lugar ― sorria o homem, exibindo dentes podres naquela cara horrenda enquanto apontava a lança para o peito de seu pai.

    Virando com um uma mistura de ódio e loucura marcando seu rosto, Amara pode ver que seu pai não estava com controle de suas emoções. Em um lampejo que a menina mal percebeu, o pai sacou a adaga que levava na cintura, avançou contra o soldado e, após desarma-lo de sua lança, levou a ponta da lâmina contra o pescoço do homem.

    ― Abram o portão ― gritou ele para a caserna dos soldados. Logo dois homens saiam da sala de guarda, um armado com sua lança e outro com uma besta carregada.

    ― Mata este desgraçado, Corvis. Mata ele e a maldita família dele ― gritava o soldado rendido, com a lâmina da adaga cortando de leve seu pescoço, fazendo escorrer um filete de sangue quente.

    Seu pai encostou as costas na parede, impedindo que os soldados o cercassem. Ele era muito mais forte que o soldado e a adaga empurrada contra a garganta tirava do homem qualquer chance de se livrar.

    ― Afasta e abre o portão ― gritava seu pai. Nos braços da mãe, Marcus tossia de forma incontrolável, deixando ainda mais tensa a situação. O corpo magro e fraco do menino se contorcia descontrolavelmente.

    ― Não vamos abrir o portão e se você não largar o Horace, eu varo aqueles ali com virotes ― ameaçou o soldado com a besta, balançando a arma na direção de Amara, Marcus e sua mãe.

    ― Espere, não atire. Eu solto ele ― disse por fim seu pai, abaixando a adaga e soltando o soldado rendido, que logo correu na direção dos outros.

    ― Muito bem, muito bem ― disse o homem da besta, sorrindo e olhando de forma pérfida para todos. Com um rápido movimento, o soldado mirou a arma contra seu pai e disparou um virote certeiro contra o peito.

    ― Pá! Não, por favor! ― gritou Amara enquanto corria na direção do corpo do pai. Sua mãe gritou junto, apertando Marcus contra o peito. Antes de chegar em seu pai, tombado no chão com a mão coberta de sangue na haste do virote, o soldado que fora feito de refém pelo pai agarrou ela pelos cabelos e a imobilizou, aproximando sua boa cheia de dentes podres do ouvido dela.

    ― Nada disso, mocinha. Seu velho ‘tá morto e eu vou cuidar direitinho de você ― sorriu o homem, arrastando Amara para dentro da caserna. A última visão que a moça teve de sua mãe e irmão foi a do soldado se aproximando deles com a lança erguida e a baixando com força. Os gritos dos dois foram o último som ouvido por ela antes da porta ser trancada e ela ficar sozinha com os três soldados.

    Aqueles que moravam perto da passagem para o Baixio das Sardinhas ouviram gritos de desespero e súplicas durante toda à noite, afogadas por vozes bêbadas e risadas sinistras. Mas assim como tudo naquela cidade, logo os sons foram lavados pela chuva que não parava de cair.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 1

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Ter Abr 17, 2012 7:32 pm

    Dimas Rivers

    A grande e lenta coca bravosiana enfim fundeava o porto de Vilavelha. Tinha-se passado mais de dois meses de sua partida e Dimas não aguentava mais tamanha espera para ver a terra de seu pai.

    Tudo que podia saber em Bravos sobre os Blackfyre, o ramo bastardo da família Targaryen da qual Dimas a pouco tempo soube fazer parte já era de seu conhecimento. Mas este tudo ainda era pouco para o jovem, que ansiava descobrir o motivo real de seus tutores por tanto tempo esconderem dele a verdade.

    A cidade se revelou de forma tacanha, sob uma chuva grossa e um céu escuro. Mas não era possível, mesmo com uma borrasca, esconder o imenso farol, construção esta ainda maior que o imenso Titã que marca a entrada do porto de sua cidade natal. As chamas que brilhavam sobre aquele imenso monolito de pedra branca acenderam em Dimas uma chama interna, uma vontade de saber tudo sobre ele e sobre os seus, vontade esta que sobrepujou todo o tempo no barco.

    Correndo até sua cabine e pegando seus parcos pertences, o jovem espadachim deu adeus aos tripulantes da coca e seguiu com firmes e decididos passos na direção do porto de pedra da cidade.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    O farol de Vilavelha foi a primeira coisa que Andrew viu daquela grande cidade. Sua longa viagem até ali tinham lhe rendido umas boas assaduras nas pernas de tanto cavalgar, mas enfim tinha chegado aquele lugar.

    Uma longa muralha se estendia por toda a volta, com as flâmulas tremeluzindo os estandartes da Casa Hightower, o farol branco sob fundo cinza. O dia era como aquele brasão, pois a Torralta, lar da nobreza daquela cidade, se erguia branca em meio aquele céu cor de chumbo que via chuva a mais de semana.

    Andrew cavalgou lentamente, sem forçar demais seu cavalo naquela estrada. Mesmo que toda ela fosse calçada, as constantes chuvas tinham aberto alguns buracos perigosos e escondidos por poças, que poderiam fazer seu cavalo quebrar uma pata.

    Duas horas depois de avistar o farol, o bastardo nortenho enfim chegou às muralhas. Sob o arco de pedra que marcava a entrada da cidade, ele desceu pesadamente de seu cavalo, sacudindo a pesada capa de couro de forma a afastar a água em excesso. Um cavalariço logo se apresentou e, cobrando dois cobres, prometeu tratar do cavalo. Andrew pagou e perguntou onde ficava a estalagem mais próxima, tendo como resposta o Porto de Pedra, a alguns minutos de caminhada dali.

    Após ter certeza que seu animal estava bem e descansar um pouco, o jovem seguiu na direção apontada pelo cavalariço. Ansiava por uma cama, uma boa e quente refeição e umas canecas do vermelho vinho da Árvore e nada poderia tirar-lhe aquele pequeno prazer depois de tantas milhas vencidas.

    Com suas pernas ágeis e firmes, acostumadas a escalar as íngremes e mortais montanhas do Ninho da Águia e arredores, Andrew venceu facilmente a distância até a estalagem, de onde os sons agradáveis de música e gargalhadas o faziam ter certeza de que aquele seria um bom começo nesta nova cidade.
    _______________________________________________________________________

    Andarion Greyjoy

    - O maldito tinha um frasco de fogovivo!

    Andarion repetia a frase em sua mente de forma constante, como uma oração ao seu Deus Afogado. Não é possível que uma coisa tão pequena tinha feito as coisas darem tão errado.

    O ataque que ele e seus homens empreenderam contra a nau de Porto Real tinha sido perfeito. Os homens não viram sua aproximação em meio a tempestade até ser tarde demais e o drakkar de Andarion, a Lula Cruel, ter acertado o flanco da nau. Andarion e seus homens saltaram rapidamente e tomaram o convés, matando todos aqueles que demonstraram resistência. Tudo tinha corrido certo, até o velho aparecer.

    Saído da cabine, o velho capitão parecia estar completamente bêbado, com sua garrafa ainda em mãos. Rogando uma praga, ele arremessou o frasco contra o convés da Lula e, ao atingi-lo, uma verdadeira fornalha tomou todo o drakkar, com chamas azuis lambendo sua madeira e incinerando suas velas.

    Nem mesmo a borrasca era capaz de apagar as chamas azuis que rapidamente consumiam a nau, matando os homens que lá ficaram e enclausurando as várias riquezas conquistadas que estavam abaixo do convés. O barco estava perdido.

    O velho não teve a chance de dizer ou fazer mais nada antes que o machado arremessado por Andarion se cravasse em sua testa, abrindo sua cabeça como um melão. O homem de ferro sabia que seu navio tinha se perdido, por isto ordenou que os homens que tinham vindo com ele afastassem as duas embarcações, para ter ainda uma chance de sobreviver. Os homens de Porto Real que sobreviveram ao ataque foram usados para consertar da melhor forma possível o barco e depois foram mortos e jogados para o mar, para alegrar ao Deus Afogado.

    A nau resistiu bravamente até chegar a Vilavelha, único local próximo o suficiente para ancorar e resistir a tempestade, bem como conseguir o necessário para consertar o barco para que ele suportasse a viagem até Pike. Andarion conhecia alguns homens em terra que o ajudariam em troca de parte do estoque de seda que a nau de Porto Real trazia e esta seria sua única chance.

    Aportando em Vilavelha, Andarion vestiu um surrado capuz e desceu do barco, aproveitando as últimas horas de parca luz daquele dia nublado, e seguindo na direção da cidade alta enquanto seus homens de ferro aguardavam seu retorno.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Ter Abr 17, 2012 11:14 pm

    - Tudo que eu preciso é de uma boa noite e uma manhã terrível.
    Andrew começa a noite com seu jargão e pretende cumpri-lo. Entra na estalagem pede ao estalajadeiro um quarto e uma bebida [só pra começar, ele pretende não se lembrar da última]. Quando acordar, Andrew, faz como de costume: expulsa a mulher de sua cama, se ele tiver tido sorte [salvo raras exceções ele as deixa ficar], jura em falso que nunca mais vai beber dessa forma e desce para buscar uma gemada. Depois do seu pequeno ritual e de conferir o estado de seu cavalo vai rodar pela cidade a procura de algum tipo de serviço que ele possa fazer enquanto está pela cidade.
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    Vicente Arrigoni

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Vicente Arrigoni em Qua Abr 18, 2012 8:19 am

    Irritado e com o último acontecimento ainda reverberando em minha mente, chamo o restante dos meus homens para uma estalagem, talvez a bebida, o descanso e uma mulher ao meu lado seja a solução para esta ressaca amarga.

    Chegando na estalagem, deixo dois dragões de ouro para o taberneiro e peço para que meus homens bebam à vontade, eu bebo uma garrafa do vinho mais forte do local, pego uma segunda garrafa e subo com uma prostituta para um quarto.

    Depois de algumas horas de prazer e descanso, eu saio do local com a mente um pouco mais clareada e procuro um marceneiro para dar um jeito no meu navio.
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Qua Abr 18, 2012 2:39 pm

    Dimas tomou mais um gole de sua cidra e tentou afastar a lembrança dos últimos três dias de fome e nádegas doloridas esperando em um banco de madeira por uma audiência com o Arquimeistre Theolbald, o senescal de Vilavelha.

    Logo no primeiro dia descobriu o seu erro. Havia singrado determinado e cego ao redor pelas ruas de Vilavelha à procura da residência do Senescal, como um bêbado em abstinência atrás de uma garrafa. Tamanho era o seu desejo pelo saber, que esqueceu-se de coisas elementares como pouso e comida. Teve inclusive de dormir ao relento no primeiro dia por não ter feito reserva em tempo. Até mesmo a roupa castigada de sal da viagem lhe escapou à lembrança, e não foram poucos os que encaravam aquele bravosi esfarrapado e andrajoso, usando ainda as roupas surradas de cores vibrantes e espalhafatosas de um típico duelista de Bravos, andando pelas ruas calçadas dos Hightowers.

    Quando se apresentou a Lorcas, o acólito que administrava a ordem de entrevistas do Arquimeistre Theobald, o velho olhou-o de cima a baixo e, com uma risadinha, mandou-o se sentar e esperar. Dimas esperou, e não por uma vez viu diversas pessoas chegarem e serem atendidas antes dele, inclusive outros que Lorcas enviava ao mesmo banco de madeira depois dele. Mas aquilo não importava muito ao bravosi. Desde o início tinha visto a dança das moedas entre os visitantes e o Acólito, sabia que se não tirasse nada de sua algibeira pesada de prata, poderia passar o resto da vida sentado sem ser atendido. Poderia pagar, isso não seria problema, no entanto algo que percebeu quando entrou o fez mudar de ideia. Havia homens de armas no grande salão, acompanhados por serviçais, aguardando para entrar pela porta atrás de Lorcas. Seus brasões não significavam nada para Dimas e, até onde sabia, podiam ser tanto amigos quanto inimigos de sua Casa, aquilo não o incomodou, o que lhe deixou apreensivo foi reparar nas mãos finas e macias dos pajens que os seguiam de cabeça baixa. Era óbvio que não eram o que queriam mostrar, eram nobres ou homens poderosos ocultos de olhos curiosos. Aquilo era a prova definitiva de que estava em uma cidade de espiões e intrigas, por mais que quisesse acreditar no contrário.

    Isso fez Dimas recobrar a razão e o ritmo das águas novamente. Seja paciente, ouviu a voz de seu antigo mestre na dança da água lhe sussurrando à memória. Então, voltou mais dois dias seguidos apenas escutando e observando. Viu quem entrava e quem saía. Viu rostos e leu expressões de angústia, contentamento e avareza. Reparou em diversos observadores costumeiros. Gente que aparecia sem explicação nas mesmas situações, seja quando um nobre buscava audiência, ou alguém com ar de importante mandava um pajem ao Arquimeistre. Assim, evitou-os sistematicamente.

    E foi assim, ao fim do terceiro dia, que Dimas seguiu alguns Acólitos até uma taverna localizada em uma ilha no rio Vinhomel, chamada Pena e Caneca e empreendeu sua busca por um caminho alternativo para o conhecimento que desejava fora dos olhares dos curiosos. Tomou mais um gole de cidra e ouviu as conversas das pessoas ao redor, apenas esperando o momento certo para pagar uma bebida e extrair o máximo possível de informação dos jovens Acólitos, que com certeza tinham o caminho das pedras para a história dos Blackfyres.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 2

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Qua Abr 18, 2012 11:37 pm

    Dimas Rivers

    Várias e várias vezes mulheres se ofertaram a Dimas, dizendo que o tratariam bem por algumas moedas de cobre. Uma até mesmo ofereceu sua virgindade (ao qual certamente já tinha perdido a tempos) por um dragão de ouro. A recusa do homem as fazia murmurar uma com as outras dizendo se tratar ele de um pobretão que tinha gastado suas últimas moedas com a viagem. Umas até mesmo diziam que Dimas deveria ser um dos homens castrados de Lys.

    Mas a espera e observação do grupo de acólitos mostrou-se frutífera, após o grupo consumir alguns tragos da forte cerveja do local. Um dos homens, que Dimas sabia se chamar Lucan, falava para os outros algo que descobrira:

    - Descobri que um dos meistres novatos é muito mais do que aparenta...

    Os olhares curiosos dos seus companheiros o incitaram a continuar a história, levando Lucan a revelar seu segredo após mais um longo trago de cerveja:

    - Aemon, o ajudante do Arquimeistre Walgrave...ele é um Targaryen! Ouvi ele e Walgrave conversarem sobre isto enquanto eu limpava as gaiolas dos corvos.

    - Você está inventando isto, Lucan - disse o gordo acólito Jocast, enquanto erguia a corda que levava amarrada a sua cintura para melhor ajustá-la a sua imensa barriga - Quando um nobre Targaryen iria largar a boa vida para se tornar um simples meistre?

    Os homens discutiram por um tempo, dizendo que Lucan mentia e que ele tinha ouvido coisas. Mas o assunto interessou bastante Dimas, que ouvia a tudo aquilo na mesa do lado. Contrariado por todos, Lucan esbravejou alguns impropérios e saiu dali, fechando a porta da estalagem atrás de si com um estrondo.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    A chuva ainda castiga a cidade de Vilavelha. Andrew vagueia pelas ruas e vielas, observando a tudo e a todos. A cidade era grande e o bastardo não conhecia muito bem aquelas vielas, o que o levou a andar a esmo em busca de algo interessante, coisa que não demorou muito para acontecer.

    O grupo que seguia pela grande avenida onde estava Andrew certamente era especial. Um palanquim seguia ladeira acima ladeado por dez homens fortemente armados, todos vestidos com a armadura da guarda da Casa Hightower, com o farol branco cozido em seus gibões atachoados. O séquito seguia na direção da Torralta e, quando passou ao lado dele, tornou possível ouvir o que duas pessoas, que estavam protegidas sob as pesadas mantas que envolviam o palanquim, discutiam:

    - Precisamos de alguém que o faça, milorde. Isto não pode ficar assim - disse uma voz de mulher, carregando ira em suas palavras.

    - Não sujarei minhas mãos nem as de meus cavaleiros, Elin. Esta é minha palavra final! - respondeu a dura voz de um homem.

    - Se não vai fazê-lo, procurarei que o faça!

    Após a conversa, uma jovem e bela mulher saltou do palanquim ainda em movimento, sob o olhar atônito do seu companheiro de viagem. A mulher passou pelos soldados da guarda, que esperaram as ordens de seu senhor para que pudessem agir.

    - Deixe esta cabeça dura sozinha e sigam para a Torralta. A chuva lavará suas idéias estúpidas!

    - Sim, lorde Quenton - disse o capitão da guarda, ordenando logo depois que seus homens seguissem caminho.

    Andrew observou de perto aquela cena, acompanhando com os olhos o caminho percorrido pelo grupo e pela mulher, enquanto pensava no que faria.
    _______________________________________________________________________

    Andarion Greyjoy

    Apenas um homem de toda Vilavelha faria o serviço sem perguntas, sabia Andarion. Pisando com suas pesadas botas o calçamento da cidade e puxando seu capuz sobre a cabeça para protegê-la da chuva que não arredava, ele seguiu na direção do Baixio das Sardinhas, atrás de um antigo contato de nome Doras.

    Ele sabia que o homem tinha grande habilidade e, principalmente, uma língua controlada, tudo aquilo de que ele precisava por ali. Ninguém poderia saber que Homens de Ferro, que tanto saqueavam os navios de Vilavelha, andavam pela cidade sob o disfarce de comerciantes de seda advindos de Porto Real. Se demorasse muito, sabia que alguém descobriria e sua saída dali teria que ser aberta a machadadas.

    Descer até aquele buraco se tornara uma tarefa difícil graças a chuva, mas Andarion era a costumado a andar sobre decks de navios molhados em meio a tempestades. Com alguns minutos de busca, achou a viela que o levava até a marcenaria de Doras.

    Assim que entrou na viela, deu de frente com dois homens mal encarados que vinham em direção contrária, trazendo grandes sacos as costas. Eles encararam Andarion demoradamente, para então seguir na sua direção buscando sair da viela.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Qui Abr 19, 2012 8:57 am

    Andrew decide por seguir a mulher que está sozinha, sem guardas para atrapalhar sua negociação, e a aborda em algum ponto que não pareça suspeita a tal abordagem.
    - Minha senhora, temo ter sido um pouco rude, mas ouvi algo que conversava por trás das mantas do palanquim e gostaria de oferecer minhas mãos, elas podem ser sujas, desde que eu receba para comprar sabão para lavá-las...
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Qui Abr 19, 2012 7:20 pm

    - A Corvoaria é o prédio mais antigo da Cidadela, disse o jovem Meistre ao estranho, mas os represeiros estão aqui antes mesmo de qualquer tijolo ândalo.

    Dimas desviou o olhar do enorme represeiro para encarar o homem magro que carregava diversos papiros. Ele era alto, loiro e tinha um sorriso amigável. Um veado de prata na taverna bastou para que pudesse saber tudo que queria sobre os Meistres da Cidadela, mas para saber mais sobre Aemon Targaryen foi preciso algumas prostitutas do cais e um jovem Acólito propenso à bebida forte da Árvore. Nada o preparou para aquele sorriso amigável e sincero.

    - De onde venho, senhor, não temos nem um nem outro, disse Dimas no seu sotaque carregado de Bravos, por isso acho-os igualmente belos e fantásticos.

    A Ilha do Corvo, onde ficava a Corvoaria, ficava a uma pequena ponte de distância da residência do Senescal, mas parecia ficar em outro mundo. Suas ameias eram patrulhadas por corvos em vez de guardas e havia em seu centro um jardim com o maior represeiro que Dimas tinha visto. Ele possuía pinturas vermelhas que lembravam o rosto de uma figura selvagem, nada convidativo, no entanto as folhas rubras e o ar ameno dava ao ambiente uma paz e silêncio que só era rivalizada pelo deslizar indolente do Vinhomel.

    - O senhor é de Bravos? O que faz tão longe de casa, se posso perguntar?

    - Deveras, não há segredo nisso. Criei-me em Bravos, no entanto minha ascendência remonta a Westeros, meus pais eram destas terras. E vim aqui para conhecer e provar daquilo que meus antepassados saborearam. Meu nome é Dimas Rivers, qual a sua graça?

    - Sou Meistre Aemon.

    - De fato, esqueço-me sempre que após os votos e as correntes vocês perdem seus nomes de família. Deveria tentar isto, quem sabe perco um rio ou dois do meu nome.

    - E é o que pretende aqui, senhor Rivers, fazer os votos? - disse Aemon rindo.

    - Busco a história de meu pai, Meistre Aemon, se um colar for o preço, pago-o com gosto. Minha mãe nunca foi muito de falar dele, acho que houve muito sentimento envolvido em seu relacionamento, depois que morreu, aí mesmo que não tive qualquer informação. Mas sei que ele era uma pessoa importante, um nobre talvez, mas que morrera numa batalha há muito tempo. Soube que o Arquimeistre Walgrave é uma pessoa muito versada, por isso pensei em vir consultar-lhe.

    - Bem, eu sou seu ajudante pessoal. Se quiser pode vir comigo, ele reside na torre ocidental.

    - Se não for incômodo. Deixe-me ajudá-lo com os livros.

    Aemon aceita a ajuda e juntos caminham em direção da torre.

    - Desculpe a curiosidade, disse Aemon após abrir a porta da torre para Dimas, mas em que batalha sua mãe lhe disse que seu pai faleceu?

    - Na Rebelião Blackfyre, Meistre. Sabe algo sobre ela?

    (se eu precisar rolar para arrancar a informação, Papus, é agora que eu o farei, já mando até o rolamento com o acréscimo de um ponto de Energia, totalizando 6 pontos de Mente)


    Última edição por Silvio Alencar em Qui Abr 19, 2012 8:47 pm, editado 4 vez(es)
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Adeyvison Siqueira em Qui Abr 19, 2012 7:20 pm

    O membro 'silvio.alencar' realizou a seguinte ação: Rolar dados

    'd10' : 6
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Vicente Arrigoni em Sex Abr 20, 2012 1:08 am

    - Estão me achando bonito? Porcos bastardos! - pensou Andarion tentado a falar, mas sabendo do problema que isso poderia dar.

    Seguiu o caminho olhando reto, para evitar qualquer irritação naquela terra maldita, Aldarion não se sentia bem em terra, preferia mil tempestades à uma cidade.
    Chegando na residência de Doras, bateu a porta impacientemente, ninguém atendeu, bateu novamente, mais forte; alguns envolta olharam assustados, pensando na possibilidade daquele brutamontes estourar a porta com pancadas. Finalmente atende um jovem, novo demais para ser um homem feito mas não a ponto de ser um pirralho.

    - O que você quer? - perguntou o jovem.
    - Quero falar com Doras. - Andarion respondeu.
    - E quem é você? Nunca te vi por essas regiões. - perguntou o jovem desconfiado
    - Diga a ele que é um velho conhecido do norte, ele saberá quem é - disse o cavaleiro.
    - E como eu vou saber que você não vai roubar a minha casa quando eu virar as costas, heim? - Disse o garoto, num tom impertinente.
    Andarion olhou para o jovem rapaz com um olhar possesso, puxou o seu machado e disse:
    - Porque se eu tivesse essa intenção, seu crânio já estaria dividido ao meio seu moleque! Agora chame-o, antes que eu sinta que isso é uma boa idéia!

    O jovem correu gritando "pai, ô paaaaaai".

    - Crianças fracas, indisciplinadas e petulantes, agora eu realmente me sinto em uma cidade do continente, maldito frasco de fogovivo! - pensou o homem lula, sentindo o sangue subir para o seu rosto.

    Alguns minutos depois, aparece um homem de meia idade, com grandes entradas de careca, de aparência robusta mas um rosto cansado.

    - Quem diria, um convidado, vamos entre! - Disse Doras fazendo um sinal de boas vindas ao homem das ilhas de ferro - O que te traz numa cidade como essa homem do mar?

    -Quero consertar meu navio, tenho seda - Disse Andarion secamente, enquanto entrava na casa.

    - Vamos ver o estado da embarcação, e aí discutiremos o preço. Aceita um pouco de vinho? - Perguntou Doras com cortesia.

    - Vamos logo, tenho pressa de sair daqui - Disse Andarion impacientemente.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 3

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Sex Abr 20, 2012 12:49 pm

    Dimas Rivers

    Meistre Aemon examina Dimas da cabeça aos pés, com seus olhos púrpuras perscrutando cada pedaço daquele forasteiro. Por fim ele responde, enquanto sobe a torre na direção dos aposentos do Arquimeistre Walgrave.

    - Tivemos duas Rebeliões Blackfyre até o presente momento, rapaz. Mas no fim as duas tiveram como motivo o ódio entre parentes. Máculas familiares e feridas expostas que dividiram Westeros em duas partes. Uma guerra dispensável, diga-se de passagem. Não que eu queira dizer que seu pai morreu em vão.

    Aemon subia dezenas e dezenas de degraus em lances circulares, que culminavam em uma reforçada porta de madeira. Mais uma vez ele abriu a porta, conduzindo Dimas para dentro da sala. Ele apontou uma grande mesa e pediu para que os livros fossem lá depositados, para então oferecer uma cadeira e um copo de vinho.

    - Aguarde enquanto Meistre Walgrave está lá com os corvos, ele já virá atendê-lo.

    Enquanto saia, Aemon se demorou e olhou para Dimas demoradamente. Por fim, falou com voz decidida:

    - Homens mortos pouco poderão fazer por você, senhor. Se liberte de correntes do passado, pois aquelas envolvidas com a Rebelião Blackfyre só trarão problemas para você - disse por fim, gesticulando na direção da guarda da espada que Dimas trazia a cintura e que esquecera de esconder.

    Aemon se afastou enquanto Dimas pensava em suas palavras. Alguns minutos depois, o velho Walgrave se aproximou, acenando para Dimas.

    - Hora, hora...um bravosiano! Em que posso ajudá-lo, garoto?
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    A bela dama analisa com seus profundos olhos cinzentos o cavaleiro que se aproximou tão abruptamente dela. Seu rosto trazia um pouco de consternação pelo abuso dele em ouvir sua conversa, mas a oferta que ele trazia a fazia esquecer de tudo aquilo.

    - Venha comigo, sor - ela disse decidida, enquanto seguia para uma taverna ali próxima.

    Andrew seguiu a mulher por dentro da enfumaçada taverna até uma mesa disposta próxima a lareira, mas ainda assim reservada para que pudessem ter aquela conversa. Lá chegando, ela puxou para trás seu capuz e se sentou a mesa, pedindo a jovem que se apresentou duas taças de vinho.

    Assim que o vinho chegou, ela deu uma grande golada no seu copo, buscando no vinho a coragem para falar aquilo. Por fim, disse decidida.

    - Preciso que um homem... que alguém... - gaguejou, enquanto buscava uma forma de falar.

    - Precisa que alguém suma da cidade - completou Andrew, encurtando a conversa. Quem é a pessoa?

    - O filho de um mercador volantenho - disse a jovem, sem revelar muita coisa - Pago dez dragões de ouro pelo trabalho. Pode fazer isto?

    Andrew pensa por um tempo antes de responder, pesando os prós e contras antes de dar a resposta.
    _______________________________________________________________________

    Andarion Greyjoy

    Andarion e Doras seguiram juntos até o porto da cidade, na direção do barco a ser consertado. Junto deles seguia o jovem filho de Doras, Caleb, trazendo as ferramentas do artífice.

    Chegando no barco, Doras se adiantou com um pedaço de corda, medindo o tamanho do dano e fazendo cálculos de cabeça. O homem era rápido e preciso, tendo terminado seu serviço em alguns minutos. Por fim, ele virou para Andarion e disse:

    - Posso consertar tudo em quatro dias e cobro metade da seda pelo serviço e pelos materiais que utilizarei. O que acha?

    Andarion pensa no preço e no tempo antes de dar a resposta para o homem.
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Sex Abr 20, 2012 4:32 pm

    Ele sabe, refletiu Dimas de frente ao Arquimeistre Walgrave, sem realmente vê-lo, ponderando o quão perigosa era aquela situação com Meistre Aemon, ou proveitosa.

    - Então - pigarreou Walgrave - Em que posso ajudá-lo?

    Boa pergunta, em que pode me ajudar, meu senhor, além do que já tenha conseguido em poucas palavras com Aemon Targaryen?, pensou Dimas. O encontro havia sido orquestrado apenas para que conhecesse o Meistre Targaryen, mas ainda podia aproveitar para algumas aulas de história. Conhecimento nunca era demais.

    - Senhor - disse Dimas, curvando-se ao modo bravosi - Meu nome é Dimas Rivers, se lhe aprouver. Vim de muito longe em busca de respostas para o meu passado, o passado de meus pais, e gostaria muito de obter sua ajuda, se possível.

    - Bem, e do que se trata? Sente-se, por favor.

    - Obrigado - disse Dimas sentando-se em uma poltrona e escondendo a espada no processo - Soube que é um dos grandes sábios da Cidadela, e isto me decidiu por vir procurá-lo. Não sei o quanto Meistre Aemon lhe adiantou, mas gostaria muito de saber tudo sobre as Revoltas Blackfyres. Pela sua expressão, vejo que é um assunto espinhento e indigesto, mas lamento ter de insistir. Deixe-me ao menos explicar. Meu pai participou de um destes embates, vindo a falecer em decorrência, mas não tenho ciência de mais nada além disso. Se o senhor puder me explicar quem eram os Blackfyres, por que se revoltaram e quem lutou de cada lado, talvez isso me ajude a encontrar alguma pista da identidade dele. Gostaria muito de saber tudo.

    - Realmente, um assunto espinhento - sussurrou Walgrave, como que tentando esconder o assunto.

    - Por favor, não tenho mais ninguém a quem recorrer, a não ser aos grandes Meistres de Vilavelha. O senhor pode me ajudar? Por favor conte-me.
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Dom Abr 22, 2012 6:57 pm

    - Perdão senhora, não quero questionar nem obrigá-la a contar seus motivos, mas 10 dragões de ouro por um filho de mercador me parece muito, só preciso saber com o que exatamente estou tratando...
    Disse isso esperando que ela contasse os detalhes para arquitetar um plano e para que, se o acaso lhe soasse favorável, conseguisse alguma informação da intriga em curso e, quem sabe isso lhe rendesse mais do que 10 dragões.
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    Vicente Arrigoni

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Vicente Arrigoni em Ter Abr 24, 2012 9:05 am

    - Metade da seda é o trabalho de três dias. - Disse Andarion.
    - Para fazer um trabalho de três dias, precisaria contratar mais uma pessoa, senhor. Para isso, seria necessário cobrar 3/4 da seda. - Disse Doras com cortesia.
    - Entendo, então ficará com 4/5 da seda, contratará duas pessoas e terminará em dois dias.
    - Certo, tomarei como um desafio, se eu terminar em dois dias, 5/6 da mercadoria, caso contrário, ficarei com 3/4. - Disse Doras num tom determinante.
    - Feito! - O cavaleiro disse com um raro sorriso.

    Satisfeito com a negociação, a Lula Cruel saiu do cais pensando numa "divida" que gostaria de cobrar, nenhum Greyjoy poderia receber uma ofensa e entregar qualquer outra coisa em troca, que não seja ferro. "Aquele maldito não passa desta noite, finalmente vou poder cobrar o sangue que há muito pertence a mim" pensou Andarion enquanto rumava para a parte dos mercadores da cidade.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 4

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Ter Abr 24, 2012 5:24 pm

    Dimas Rivers

    Arquimeistre Walgrave limpa a garganta e para pra pensar um pouco, buscando na sua memória tudo o que lembrava sobre a rebelião para contar a Dimas.

    - Tudo começou após a legitimação dos filhos bastardos de Aegon IV em seu leito de morte, tornando todos eles herdeiros legítimos ao trono de ferro. Daemon era o principal deles, e esperou algum tempo antes de se rebelar. A principal causa que o motivava era mácula da bastardia, dizem alguns, mas na verdade o motivo foi ele ter se cercado de conselheiros que encorajavam sua reivindicação. A recusa da princesa Daenerys aos seus sentimentos, escolhendo se casar com o príncipe dornês Maron Martell serviu de estopim para a eclosão da Rebelião Blackfyre.

    Walgrave examinou Dimas e ficou satisfeito por ver que o assunto realmente interessava o rapaz. Dando um gole em uma taça de vinho aguado, continuou seu relato.

    - Daemon se declarou como herdeiro legítimo do rei Aegon IV e liderou a rebelião contra seu meio-irmão, Daeron II. Daemon atraiu muitos seguidores, principalmente por possuir a espada Blackfyre, sendo chamado de Rei que Possuiu a Espada. Muitos estavam insatisfeitos com a influência dornesa na corte, preferindo a apatia e rigidez de Daemon ao invés do aprendizado e religião impostos por Daeron. Daemon criou sua nova casa, a Casa Blackfyre, adotando como selo o dragão de três cabeças dos Targaryen invertido e negro ao invés de vermelho - disse, abrindo um velho tomo em sua mesa e apontando o brasão escolhido por Daemon.



    - A batalha decisiva do conflito ocorreu na Campina Vermelha. De acordo os relatos de Sor Eustace Osgrey, que lutou ao lado dos rebeldes, Daemon se lançou em meio à batalha, derrotando Sor Gwayne Corbray, da Guarda Real. Nesse meio tempo Brynden Rivers e sua guarda pessoal encontraram um ponto de onde eles poderiam disparar flechas onde Daemon estava. Daemon e seus filhos gêmeos, Aemon e Aegon, foram mortos, acabando com a chance de vitória dos rebeldes - diz por fim, parando um tempo para descansar.

    - O relato foi completo, senhor. Mas soube que houve uma segunda rebelião - fomenta Dimas, esperando o velho meistre terminar o relato.

    - Ah, sim... a Rebelião que não foi, como fora chamada - riu Walgrave - Na verdade, foi mais uma tentativa frustrada de rebelião do que uma propriamente dita. O terceiro filho de Daemon, Daemon II, buscou inspirar alguns homens a jurarem suas espadas para ele, mas um guerreiro fraco não inspira bons comandados. Ele conseguiu apenas ser preso e mantido a ferros até sua morte, servindo como refém para evitar uma possível terceira rebelião.

    Dimas pensa nas informações por algum tempo, buscando em sua mente alguma dúvida ainda mantida para perguntar a Walgrave.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    - Agora não tem mais volta - pensou a moça, antes de desatar a falar - O nome do rapaz é Esezos e ele é filho de Belicho, um comerciante de escravos de Volantis. Esezos fez muito mal a uma de minhas primas, mas meu pai não quer fazê-lo pagar, visto que Belicho e ele são amigos de longa data.

    Andrew examina a moça por um tempo, como que esperando que ela continue a falar. A moça então relata os acontecimentos passados.

    - Milenna era minha prima mais querida e sempre foi criada comigo. Da mesma forma que eu, sempre sonhou em ter um excelente casamento. Meu tio atendeu prontamente as vontades dela, casando-a com o lindo e rico Esezos, por quem Milenna sempre fora apaixonada. Esezos fora educado em Vilavelha e seu pai vinha visitá-lo sempre que seu navio chegava a cidade.

    A moça toma uma longa golada de vinho, suspira e continua o relato, com tristeza marcando seu olhar.

    - Milenna e Esezos casaram a 3 anos e seguiram para Volantis, para morar no palácio de Belicho. Minha prima e eu não nos falamos mais, até que a um ano ela e seu marido estiveram aqui na cidade, depois de uma longa viagem. Quando a encontrei, Milenna estava magra e abatida. Com muito dificuldade, me confidenciou que o motivo de tudo era que ela ainda não tinha conseguido dar um filho a Esezos, o que fazia seu esposo bater e a maltratar constantemente, bem como esfregar rameiras em sua cara, dizendo que um dia daria fim nela e assumiria uma destas mulheres.

    - O que aconteceu então? - perguntou Andrew, já envolvido com a história.

    - Ela e o esposo voltaram para Volantis e não tive mais notícias dela até hoje de manhã, quando o barco de Esezos chegou a Vilavelha. Meu pai e eu estávamos esperando o desembarque de Milenna, mas com surpresa vimos Esezos e uma qualquer de braços dados. Ele disse que minha prima morreu de um mal qualquer daquelas terras e...

    - Ele chorou por sua morte nos ombros da rameira com quem casara - completou seco Andrew, já sabendo a resposta.

    A moça gesticula positivamente com a cabeça e olha nos olhos do bastardo.

    - Vai cumprir o contrato, sor? - pergunta por fim, esperando a resposta de Andrew.
    _______________________________________________________________________

    Andarion Greyjoy

    A praça do mercado ainda estava cheia àquela hora da noite. Aparentemente ela funcionava a toda hora do dia.

    Andarion andou a passos pesados sobre o piso calçado, procurando o endereço de seu "alvo", mas uma coisa chamou ainda mais sua atenção: um destacamento grande de soldados dos Hightower seguindo na direção do cais, ladeados por vários curiosos. Se juntando a turba, o homem de ferro procurou saber o que mobilizava tamanho contingente àquela hora.

    A resposta veio rápido: um navio que pela bandeira vinha de Qarth estava cercado por homens armados. Um deles, portando espada longa e escudo, ordenou alguma coisa em uma língua estranha. Em resposta, um marinheiro gordo apareceu no deck. Sua aparência era imunda, pois sua pele estava desbotada, com olhos fundos e seu colete, que antes era verde, encontrava-se manchado com bocados de sangue escuro por toda a parte. O homem respondeu na tal língua também, em meio aos acessos de tosse.

    Algo naquilo trouxe asco a cara do capitão. Ele se afastou do barco e, com uma ordem rápida, um de seus comandados se adiantou e disparou um virote certeiro contra o peito do marinheiro. O gordo tombou morto imediatamente.

    - Afastem-se todos! Vamos queimar o navio! - gritou o capitão, enquanto alguns de seus homens se aproximavam do barco com lanternas a óleo, jogando-as no deck.

    Alguns homens que estavam na parte de baixo do navio tentaram fugir, mas foram sumariamente abatidos com disparos de besta. Nenhum deles conseguiu abandonar a nau.

    Andarion se aproximou do capitão enquanto ele coordenava o ataque.

    - O que aquele homem falou para merecer um virote no peito - perguntou o homem de ferro.

    O capitão olhou Andarion demoradamente, para então responder.

    - A peste...a Morte Cinzenta tomou o navio - respondeu em tom fúnebre.

    Andarion arregalou seus olhos com aquela notícia, pensando em seus próximos atos com cuidado.
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Ter Abr 24, 2012 8:49 pm

    - Meistre, tenho apenas mais duas perguntas: quais Casas estavam aliadas aos Blackfyres? e se restou algum ente desta Casa revoltosa?
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Ter Abr 24, 2012 9:39 pm

    - Qual janela? Perguntou Andrew depois de ouvir o depoimento um pouco mais emocionado do que esperava
    - Como? A mulher ainda estava um tanto emocionada e não entendeu logo o que aquele homem a sua frente dizia
    - Qual janela dá acesso ao leito deles?
    Ambos seguiram e a mulher mostrou onde era o lugar, uma janela alta e larga (bom que fosse assim) num segundo andar (melhor ainda).
    - Agora pode descansar que quando se sentir vingada cobrarei meu pagamento.

    Esperando a noite e aproveitando da cobertura que a chuva trazia, Andrew usando uma capa escura que mimetizasse o máximo possível sua escalada, empreendeu sua escalada...
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Ter Abr 24, 2012 9:46 pm

    Rolando a escalada
    Gastando um ponto de energia (desculpa pela bagunça)


    Última edição por JMoicano em Qua Abr 25, 2012 1:57 pm, editado 1 vez(es) (Razão : esqueci de gastar energia)
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Adeyvison Siqueira em Ter Abr 24, 2012 9:46 pm

    O membro 'JMoicano' realizou a seguinte ação: Rolar dados

    'd10' : 5
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Vicente Arrigoni em Qua Abr 25, 2012 2:05 pm

    - Maldito frasco de fogovivo! - Essa frase berrava de uma forma tão constante e estridente em sua mente que acabou fugindo de sua boca.

    A passos rápidos Andárion, a Lula Cruel foi até sua embarcação, precisava falar com os seus soldados. Os deuses do continente amaldiçoavam seus povos por sua fraqueza, e o povo de ferro poderia acabar sofrendo dessa maldição por consequência, por se misturar aos fracos.

    Chegando em sua embarcação, procurou rapidamente seu imediato dizendo:

    -Onde está o Blacktyde? Wyk! - Berrou.

    Imediatamente o imediato apareceu, um homem 26 anos aparentemente velho, para a idade - O que deseja senhor? - respondeu Wyk Blacktyde com firmeza.

    - A cidade está amaldiçoada, a morte cinzenta está aqui, temos suprimentos de alimentação suficiente?

    - Sim sor. - respondeu Wyk.

    - Fora os marceneiros, ninguém entrará ou sairá do navio, aqueles que adoecerem deverão ser espetados com flechas e virotes, e deverão ser queimados. Ninguém pode tocar no corpo de um amaldiçoado! - Disse Andarion com um tom de ordem. - O que morreu não se apaga!

    - O que morreu não se apaga! - Respondeu os soldados em coro.

    - Mas renasce mais resistente e forte! - Terminou Andarion.

    Então o cavaleiro saiu para uma antiga e reconhecida escola de formação de maestres, talvez lá haja alguma resposta sobre como combater essa praga maldita.

    "Maldito frasco de fogovivo", pensou novamente.
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    Parte 5

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Ter Maio 01, 2012 11:09 am

    Dimas Rivers

    Arquimeistre Walgrave pensa por algum tempo, tamborilando com seus finos dedos o tampo da mesa de carvalho. Súbito, como se atingido pela lembrança, seguiu até uma velha estante e pegou um rolo com vários pergaminhos.

    - Vamos ver...vamos ver - disse ele, enquanto examinava os papiros - Aqui está!

    Retirando um grupo dos pergaminhos, começou a desfraldá-los na frente de Dimas:

    - Cá estão, meu filho. Estas são as bandeiras das casas revoltosas que se aliaram aos Blackfyre - falou então, desfraldando e nomeando cada uma delas.

    - Casa Constayne, Bracken, Lothston, Reyne, Shawney, Peake, Osgrey, Strickland, Sunderland e Yronwood. Todas estas casas ansiavam ter o favorecimento dos Blackfyre para se tornar grandes em suas regiões. Hoje, aquelas que não juraram fidelidade a Casa Targaryen foram completamente destruídas.

    Enquanto Dimas observava os pergaminhos, Walgrave se demorou em um deles, mostrando-o então.



    - Casa Constayne, juramentada a Hightower. Lutos Costayne lutou pelos Blackfyre, buscando a glória de ter Vilavelha para si. Como os Targaryen foram piedosos com este aqui.

    - Piedosos? - perguntou Dimas.

    - Mantiveram sua cabeça no lugar e sua bunda no trono de sua Casa - respondeu Walgrave com uma risadela - Lutos é alguém que pode te responder mais sobre o ocorrido e, para sua sorte, ele está em Vilavelha, para uma reunião com lorde Quenton Hightower. Acho que você consegue encontrá-lo na Torralta.

    Dimas parou para pensar nas informações dadas por Walgrave, pensando em que rumo tomar.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    Mesmo com a pedra molhada por semanas de chuva, grande parte do reboco dos blocos tinha se soltado devido a maresia, facilitando o encaixe dos dedos e da ponta da bota de Andrew. Como um macaco das Ilhas de Verão, ele galgou os dois pavimentos, se segurando na borda da janela indicada pela moça.

    Erguendo seus olhos de forma a inspecionar o salão, Andrew verificou que ninguém guardava aquele espaço. Se erguendo facilmente para dentro da sala, seguiu até uma área protegida por um grande armário para inspecionar o ambiente: um quarto ricamente enfeitado, com uma belíssima cama em balaustrada, feita de uma madeira nunca vista por Andrew. Pesadas cortinas de veludo vermelho estavam penduradas no dossel, de forma a proteger o sono da pessoa que ali estivesse.

    Sobre uma cadeira, um belo conjunto de calça, camisa e colete encontravam-se ordenadas, de forma a facilitar aquele que viesse a vesti-los. Andrew reparou em algo mais sobre a cadeira: um belíssimo medalhão de ouro e uma adaga com lâmina levemente curvada, com cabo e capa feitos do mesmo ouro do medalhão.

    Uma pesada porta de madeira, fechada mas não trancada, levava para fora do quarto. Andrew examinou a porta e pensou na melhor forma de proceder para finalizar sua missão.
    _______________________________________________________________________

    Andarion Greyjoy

    Os fortes pés de Andarion o levaram ladeira acima em Vilavelha e ele logo chegou a ilhota onde se erguia a Cidadela, centro do saber de toda Westeros e lugar de treinamento de todos os meistres.

    Ele atravessou a grande ponte de pedra sobre o caudaloso Rio Vinhomel, chegando na ilhota onde a Cidadela tinha sido construída. Suas torres e cúpulas de pedra cinza-escura coberta de musgo eram ligadas com pontes arqueadas feitas com a mesma pedra. Em todo lugar podiam ser vistos corvos, sejam dos comuns corvos pretos como dos corvos brancos e maiores, estes mais raros, mas ainda assim em um bom número. Os bichos crocitavam e voavam por toda parte e seus ninhos podiam ser vistos em vários locais da cidadela.

    Cruzando o portão guarnecido pelo par de gigantescas esfinges de pedra verde como folhas de uma árvore, com os corpos dos leões encimados por asas de águias entreabertas e as caudas de serpentes de aspecto macabro, Andarion adentrou o imenso salão retangular, com grandes janelas e candelabros espalhados por toda parte, conhecido como Lar dos Escribas.

    Ele já tinha vindo aqui certa vez para comprar um tomo com vários brasões de casas da Campina, para saber de quem era o navio atacado por seu drakkar. Seguindo até uma barraca que sabia ele ser dos meistres que vendiam poções para diversas enfermidades, ele parou em frente a um jovem noviço que o encarou com olhos assustados.
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    Vicente Arrigoni

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Vicente Arrigoni em Ter Maio 01, 2012 12:06 pm

    - Preciso de respostas sobre a morte cinzenta. - Disse Andarion sem rodeios.

    - Biblioteca no segundo andar, suba as escadas logo atrás, falará com meistre Armand. - Disse o jovem noviço assustado, algo havia algo estranho no olhar daquele garoto, seria aquilo o medo da doença ou ele havia reconhecido o Greyjoy?

    Sem fazer rodeios o Cavaleiro de Ferro seguiu escada acima, farejando o cheiro de mofo das centenas de livros daquela enorme biblioteca. Lá ele encontrou um homem de meia idade, beirando a idade avançada com um manto cinzento sentado de costas para ele, lendo um livro visivelmente enorme.

    - Armand?

    O homem com o manto cinzento virou, tinha um aspecto assustado, isso não poderia significar algo bom.

    - Posso ajudá-lo homem? Ah, quem diria, sabia que esse fedor de maresia vinha de algum lugar. - O meistre mudou seu aspecto assustado para uma forma mesquinha. Se estivesse no mar duvidaria que alguem como ele o olharia dessa forma.

    - Quero saber como evitar a morte cinzenta. - Disse Andárion ignorando a provocação.

    - E o que eu ganho ajudando uma lula saqueadora? De repente ficou manso homenzinho? - Disse o mestre num tom de raiva e sarcasmo.

    O sangue subiu na cabeça do cavaleiro, já não bastava estar num lugar de covardes e fracos, ainda iria ser humilhado por um? Não! Andárion pegou o velho pelo pescoço, ergueu e o jogou de costas para a mesa.

    - Vim aqui em tom pacífico, se quer um pagamento, terá! Mas não ouse tentar me humilhar! - Disse o cavaleiro com um olhar de ódio, beirando a insanidade.

    - Certo, certo, e o que pode fazer por mim? - Disse o meistre tentando não perder a postura.

    -Tenho um pequeno carregamento de seda, pode trocar isso por uma boa quantidade de ouro para esse lugar, ou para gastar com suas protitutas, tanto faz.

    - Perfeitamente, o que quer saber? - Disse o velho num tom mais educado, mas ainda assim com uma má vontade visível.

    -Quero saber como evitar a morte cinzenta. - Disse Andárion secamente.
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Ter Maio 01, 2012 4:32 pm

    Já que a tenda está aqui façamos disso um circo...
    Andrew tira sua bota molhada, para evitar fazer algum barulho, tira sua capa para não pingar muito e tranca com muito cuidado a porta, pega a adaga sobre a cadeira, abre com cuidado uma pequena fresta nas cortinas de veludo. Estavam lá, os dois deitados num sono tranquilo, decide-se então primeiro cortar a garganta da tal rameira e depois furar o coração (se é que um dia tivera um) do homem e terminar por deixar o punhal lá mesmo com as mãos do próprio cadáver envolto em seu cabo, fazer um pequeno espetáculo bonito de se ver...
    (Como eu não sei se precisaria de testes eu vou deixar 3: um para fechar a porta, um para matar a mulher e um para matar o cara; a meu ver parece que eles não são necessário, mas sabe-se lá)
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Adeyvison Siqueira em Ter Maio 01, 2012 4:32 pm

    O membro 'JMoicano' realizou a seguinte ação: Rolar dados

    #1 'd10' : 2

    --------------------------------

    #2 'd10' : 10

    --------------------------------

    #3 'd10' : 6
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Ter Maio 01, 2012 9:30 pm

    Pode-se viver uma vida em Vilavelha e nunca ver os salões internos de Torralta. De todas as construções da cidade, e até mesmo de Westeros, a antiga torre é a mais alta construída pelo homem, chegando a ter por volta de 240 metros de altura no cume do seu farol. Não é à toa que o lema da família Hightower é "Nós Iluminamos o Caminho", pois era possível ver a luz do farol a quilômetros de distância. Enquanto o barqueiro amarrava o bote no atracadouro, Dimas imaginava quantas pessoas foram alicerçadas entre aquelas rochas para construir aquela enormidade, afinal duvidava que aquela ilhota, onde ficava Torralta, tivesse o nome de Ilha da Batalha à toa. Jogou uma moeda para o pobre homem e arrumou a capa sobre os ombros enquanto se dirigia aos portões da torre em meio à chuva.

    Estacados de cada lado dos portões duplos, dois guardas bloquearam a passagem de Dimas.

    - Quem é e o que deseja? - disse um deles, que trajava uma armadura esmaltada verde, com o símbolo dos Vigilantes da Cidade no peito e com pequenas rosas douradas como botões da capa vermelha.

    - Tenho uma audiência com Sor Lutos Costayne. Meu nome é Dimas Rivers, Sor - disse o bravosi em uma reverência exagerada. Espadachim, duelista, futura primeira espada de Bravos e fanfarrão na maior parte do tempo. E o senhor, quem é?

    - Sermyn Tyrell - piscou várias vezes o cavaleiro, desconcertado com o discurso e a pergunta direta e inesperada. Ora, se é aguardado, deve possuir os papéis para tal, não é? - disse sorrindo para o colega de guarda, que usava armadura prateada com fivelas azuis e um broche com duas torres sobre um rio, mas sem o símbolo dos Vigilantes da Cidade.

    - De fato, disse o outro, se não tiver o papel, acredito que deverá voltar nadando em busca de um, já que o seu barqueiro já partiu. É claro que o senescal da torre não iria lhe negar pouso. Poderia arranjar-lhe acomodações para pernoitar, mas, infelizmente, não lá dentro, afinal, sem papéis, nada feito. Dessa forma só teríamos o canil para oferecer-lhe. Então, possui um papel?

    - Perfeitamente - disse Dimas entregando o pergaminho ao Frey, pelo menos seus recentes estudos o diziam que ele o era. Agora, se um dos senhores puder me anunciar, ficaria grato, a noite está fria e molhada demais para ficar aqui fora, junto com os Sores.

    Quando voltasse, iria agradecer novamente a meistre Walgrave pela gentileza de enviar um corvo em seu nome para Torralta. O Tyrel seguiu contrafeito à frente mostrando o caminho a Dimas. De certa forma, aquilo tudo dava um arrepio ao bravosi. Não entendia o porquê, mas sentia o seu treinamento como Dançarino da Água avisando-lhe das energias daquele lugar. Afastou o temor de sua mente, pois o medo mata mais que a espada, mas manteve a atenção aos nuances, precisava estar preparado para qualquer eventualidade. Para dar sorte, Dimas apalpa a espada na cintura, o cabo enrolado, ocultando os detalhes Brackfyre da espada, tirava o glamour da arma, mas ainda dava para sentir o frio do aço valiriano, e isso era o que importava.

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

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