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    A Morte Cinzenta - PbF

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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Ter Jun 05, 2012 12:54 am

    - O que acho, Sor? Acho que vingança não é lá um bom motivo para coisa alguma.

    Dimas olhou ao redor sentindo o silêncio causado por suas palavras. Os presentes eram homens de armas, alguns jovens demais para sentir o ódio verdadeiro, apenas filhos das histórias dos pais, os demais eram pessoas vincadas por mágoas antigas, ressentimentos que criavam seu próprio sangue nas veias de um homem. Algo venenoso e insidioso que causava insanidade e alimentava uma vida. Mas seus olhos de Dançarino da Água viram mais... viram homens famintos por poder.

    - O que quer dizer? - concedeu Sor Lutos após um tempo.

    - A vingança é uma palha que arde depressa, Sor, e que só deixa cinzas no fim. Quando terminarem de queimar tudo, onde pretendem morar? Suponho que possuam propriedades na cidade?

    - Seu humor bravosi beira ao irritante...

    - De modo algum, Sor, nunca falei tão sério em toda a minha vida – disse Dimas setando-se na cadeira de espaldar alto com o brasão dos Blackfyres. Os senhores falam em empreender matanças, plantar o caos e deflagrar pestes que nunca mais poderão ser contidas, o que pensam que sobrará para vocês depois disso? Acham mesmo que a morte de Quenton irá resolver tudo?

    - Escute, rapaz, você está indo longe demais...

    - Ao contrário, o senhor que está indo de menos – disse Dimas se levantando e batendo na mesa a lâmina de sua espada desembainhada e com o cabo de dragão à mostra – O senhor diz vingança, eu digo pretensão.

    Algumas mãos desceram às armas por reflexo, mas um gesto de um dos cavaleiros mais velhos os fez desistir.

    - A espada Blackfyre. O-onde conseguiu esta espada? - perguntou o cavaleiro assombrado pelos desenhos no aço valiriano.

    - Cavalheiros – disse Dimas ignorando os murmúrios enquanto circundava a mesa com a espada na mão. Sei que há muito rancor nisto, e que infringir dor aos seus inimigos parecerá aplacar os fantasmas que os assombram, saciando a sede de sangue que lhes é cobrada dia e noite por suas honras. No entanto, as revoltas empreendidas pelos Blackfyres não tiveram a ver com objetivos individuais, elas possuíam um motivo mais altivo, que era o bem estar de toda Westeros, que caíra nas mãos de um rei ilegítimo. Quando meu antepassado, Daemon, recebeu das mãos de seu próprio pai, Aegon Targaryen IV, a espada Blackfyre, recebeu também a sua pretensão e a prova de seu favoritismo, nomeando-o como seus sucessor e a ocupar o trono quando chegasse o momento. Mas quando Aegon faleceu, Daeron II assumiu o poder, apesar dos boatos da sua bastardia. Muitas pessoas pereceram lutando em prol daquilo que achavam correto, tentando colocar Daemon no Trono de Ferro. Em nome dessas pessoas, não podemos cometer os mesmo erros do passado, sucumbindo a desejos mesquinhos de vingança pessoal. Se queimarmos tudo, como construiremos das cinzas? Precisamos organizar um levante sim, mas de forma acertada e planejada, de forma que sejamos bem sucedidos.

    Lutos bate palmas sorrindo num esgar raivoso e, escarnecendo, diz:

    - Bravo, bravosi. E como deveríamos fazer, então, segundo sua sabedoria, esta Terceira Revolta?

    Dimas sorri olhando ao redor, analisando os rostos. Alguns pareciam tocados pelo discurso, mas a maioria parecia desconfortável pela pretensão indesejada de um Zé Ninguém que colocava todos os seus planos em risco. De certo, o dragão que esperavam era mais ordeiro e menos insano que Dimas.

    Enfim, aquela era a hora. Já havia conseguido tudo que queria de sua família, e aquela reunião tinha posto um ponto final em tudo. Meistre Aemon Targaryen tinha razão por fim, não valia a pena chafurdar na lama e se relacionar com aquelas pessoas pelo resto da vida. Não era assim que gostaria de passar os seus dias e tampouco ser lembrado após a morte. Era mais decente ser um bastardo, um Rivers, a sair matando inocentes com pestes e incêndios como um Blackfyre. Estava na hora de pôr um fim àquele jogo. Então, Dimas para de frente a Lutos e diz:

    - A primeira coisa, Sor, é ter um líder – sutilmente, ele balanceia o peso nas duas pernas e aponta a espada para o peito de Lutos – Todos sabemos que só há uma pessoa nesta sala que pode sentar nesta cadeira bonita ao seu lado.

    A face de Lutos muda de cor, mas ainda não é o tom que Dimas necessita. Para sair dali, precisaria de mais fúria e precipitação, precisaria de distrações e combates. Será que conseguiu algum aliado com o discurso? Teria a chance de o saber em breve.

    - E todos sabemos também, Sor, que esta pessoa nunca poderia ser o senhor, afinal, quem gostaria de ter um líder que no meio do combate possa sair de mansinho como um cachorrinho e pedir perdão ao nosso inimigo?

    Sim, aquele era o tom certo. Agora, era só esperar o movimento e então Dançar!

    Valar Morghulis, todo homem deve morrer.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 11

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Ter Jun 05, 2012 11:53 pm

    Dimas Rivers

    - Seu bastardo abusado! Quem você pensa que é? - disse Lutos, apertando os braços da cadeira em que sentava, mas evitando se levantar visto a espada apontada para seu peito - Você está morto!

    Com a bravata, ele correu os olhos pela sala em busca de ordenar, silenciosamente, que seus homens sacassem suas armas e dessem fim a pretensão daquele moleque...

    Mas nenhum dos quatro homens que ali estavam se adiantaram contra o bravosi.

    - O que estão fazendo? Acabem de uma vez com este moleque! - disse por fim, encarando de forma desesperada o lorde.

    - Se quiser que seja feito, terá que fazê-lo você mesmo, Lutos - disse por fim o mais velho dos homens, que trazia em seu peito um morcego negro.

    Lutos sentiu como seu uma mão revestida de cota de malha o socasse o estômago. Tremendo, buscou forças em seu âmago e disse por fim.

    - Se não tem coragem de acabar com ele, eu o farei.

    O homem se levantou, olhando fixamente para Dimas que apontava sua espada na direção de seu peito. Levando a mão a espada longa que levava a cintura, ele se pôs em posição de combate e incitou Dimas a atacar.

    - Venha, bastardo. Vou tomar esta espada de você e enfiá-la em suas tripas!
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    - Que tipo de mensagem? - disse o guarda, afastando Andrew com um safanão - Mostra a carta para que eu veja.

    O outro guarda se aproximou dos dois e examinou cuidadosamente Andrew - Eu nunca vi este ai - disse por fim, olhando direto nos olhos do bastardo.

    Andrew parou e examinou aqueles dois homens vestidos com cotas de malha e com espadas na cintura. Várias pessoas pararam e observaram aquela cena, esperando o desenrolar. Abaixo deles, o rio Vinhomel batia forte contra as pedras, fazendo grande barulho.

    - Me responde, homem - bradou o primeiro guarda - Responde ou dá o fora daqui, antes que eu te jogue lá embaixo!
    _______________________________________________________________________

    Thomas Homeless

    Apontando a espada na direção de Thomas, o cavaleiro diz de forma ameaçadora:

    - Toma tendo e me segue. Se bestar e fazer alguma estupidez, te varo com esta espada - disse por fim, guardando sua espada na bainha. Dando meia volta, o velho saiu porta afora.

    - Vai atrás dele - disse a velha, olhando para Thomas - Se ele voltar, vai te dar mais uns tabefes!

    O jovem logo reparou que a mulher falava a verdade. Ao sair do quarto, viu que sua espada descansava próxima a porta. Pegando a lâmina gigantesca e a levando consigo, logo estava seguindo o velho cavaleiro por uma porta nos fundos da taverna, descendo uma escada baixa até uma grossa porta de madeira. Com duas batidas fortes, o cavaleiro se anunciou e a porta logo foi aberta.

    Thomas perscrutou o interior do salão e viu quatro outros cavaleiros ao redor do centro da sala, onde dois homens - um velho cavaleiro em sua armadura e um homem de roupas leves com uma maravilhosa espada em punho - se preparavam para um duelo.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Qua Jun 06, 2012 12:30 am

    - Sem querer ofender, mas eu venho de longe e a mensagem não está escrita em nenhuma carta para não poder ser lida por nenhum incauto, do contrário teria sido mandado um corvo, se não crê no que eu digo, me escolte.

    Precisaria de uma brecha e somente uma. O guarda analisou a postura do homem a sua frente (que ainda fingia mancar) e pensou... Aí estava sua brecha.

    - Eu não tenho como fugir mesmo..

    - Você pode voltar ao seu posto, eu o acompanho, vamos ver se você é o que diz ser mesmo.

    E foi mancando em direção à biblioteca seguido de perto pelo guarda desconfiado, quando notou que o guarda havia se convencido de sua condição de cocho, foi se encostando em uma parede.

    - O que foi? Anda logo!

    - Calma, estou cansado e minha capa está pesada com a água da chuva, deixe-me afrouxar um pouco.

    Era agora, precisava ser rápido, soltar a capa molhada e usá-la como distração, levaria algum tempo para o guarda desvincilhar-se de seu abraço molhado, correr para o beco que estava próximo e, de lá, empreender uma escapada, talvez subir em algum lugar para se esconder se tivesse sorte, ou outra coisa. A sorte seria lançada junto com sua indumentária...

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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Qui Jun 14, 2012 10:56 pm

    Dimas olhou para a porta aberta e para os dois homens que entravam - teria que lidar com aquilo depois, mas pelo menos não precisaria de reféns para abrir a porta. Fez questão de se demorar no ato, o suficiente para Lutos imaginar que tinha uma vantagem, o que não demorou muito para acontecer. O homem mais velho, com uma brutalidade que negava a idade, levanta a espada e golpeia com força o bravosi.

    Se fosse em outra época, ou em outro lugar, o ataque poderia ter cortado ao meio Dimas, mas as situações eram diferentes. Lutos já não era jovem como antes e os seus golpes abertos, letais em um campo de batalha, dentro de uma sala apertada só causavam constrangimento. Quando abriu o braço, impulsionando a espada em um arco decrescente, a lâmina bateu em uma das paredes tirando faíscas e entorpecendo o golpe e o braço do atacante. Dimas, já preparado para o embate, esquiva para o lado, como numa dança, deixando a espada passar longe. Então, com dois passos, encurta a distância contra seu oponente, colando em seu corpo, impedindo assim um segundo ataque. Quando Lutos percebe, a ponta da espada Blackfyre está contra a pele de seu pescoço, bem por baixo de seu gorjal.

    - Acabou, Sor - diz Dimas desarmando Lutos com um tapa na espada. Não vou compactuar com assassinato de inocentes, incêndios e disseminação de pragas. Agora, se me dão licença, é hora de partir.

    Dimas empurra com toda força Lutos contra o homem maior que estava entrando, derrubando-os, e sai correndo pela porta. Se o outro homem, o enfaixado, tentar algo, Dimas terá que cuidar dele na passagem.

    gilmar.mendes

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por gilmar.mendes em Seg Jun 18, 2012 9:58 am

    Thomas apenas observa a situação.Tudo lhe parecia um tanto confuso afinal não sabia o que se tratava e nem as reais intenções do cavaleiro. Porque será que lhe salvara? Quem seria o espadachim que estava sendo ameaçado? Qual seria seu papel nisso tudo? Duvidas lhe saltavam da cabeça sem nenhuma resposta plausível.

    Percebendo que a situação começava a tomar um rumo complicado e as atenções não estavam voltadas para sua presença, começara a dar alguns passos para trás em direção à porta que, estrategicamente, deixara aberta. Caso percebesse que por algum motivo estivesse ameaçado uma fuga pela porta, sem sombra de dúvida, seria sua primeira opção.

    Após o rápido embate entre o cavaleiro e o espadachim e Percebendo que o mesmo corria na sua direção e consequentemente da porta não lhe sobrara muito tempo para fazer sua escolha final. O momento era agora...
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 12

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Qua Jun 20, 2012 7:25 pm

    Dimas Rivers

    - Matem este bastardo! - gritou Lutos para seus homens, que se apressaram na direção do rápido Dimas. O bravosiano não usava armaduras que impediam seus movimentos, fazendo-o galgar a curta escada em apenas três saltos. Os cavaleiros, pesados em suas armaduras, não conseguiram nem mesmo chegar a porta antes de Dimas já alcançar o salão da taverna.

    Ninguém lá em cima ousou se interpor à Dimas, visto Blackfyre em sua mão. A porta de madeira não aguentou o tranco do homem, levando-a abaixo. A forte chuva substituiu o calor dos salões enfumaçados e Dimas se viu nas calçadas alagadas do Baixio das Sardinhas. Ele tinha que pensar rápido, ele tinha que decidir o que fazer.

    O tinir da cota de malha e placas dos cavaleiros já podia ser ouvida. Dimas tinha que sair dali!
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    A capa molhada se enrolou ao redor do guarda que, tomado pelo susto, demorou alguns segundos para reagir, tempo mais do que suficiente para que Andrew corresse na direção de um arco de pedras que acessava uma longa escada em caracol.

    O bastardo já estava longe quando o guarda começou a procurá-lo, mas não poderia ficar perambulando pelo salão, pois logo seria encontrado pelo homem que a esta altura com certeza já tinha chamado por reforços. Logo, cabia a ele a decisão: subir o lance de escadas em busca de um canto para se esconder ou tentar rumar dali para outro local.

    A decisão foi tomada de forma forçada, quando ele viu de relance o guarda que o procurava seguindo na direção da arcada. Subindo as escadas aos saltos, ele passou por várias portas trancadas antes de encontrar uma que serviria como esconderijo.

    Ele adentrou a sala escura e fechou atrás dele a porta, encostando o ouvido na madeira buscando escutar os passos vindouros do homem a sua procura. Ali seria um bom lugar para ficar por um tempo.

    Alguns minutos depois, um ranger de porta chamou a atenção de Andrew. Sem ninguém abrindo-a, a porta a sua frente abriu devagar. Uma luz bruxuleante brilhava lá dentro, de forma fantasmagórica e assustadora. Um forte cheiro de incenso pode ser sentido vindo da sala a frente, incomodando o nariz apurado do bastardo e fazendo-o pensar no que fazer: seguir até a porta ou sair daquele lugar o quanto antes.
    _______________________________________________________________________

    Thomas Homeless

    - Cinquenta Dragões de Ouro, moleque - disse Lutos para o jovem Thomas - Ache o buraco onde o bastardo que me traiu e fugiu daqui se entocou que te dou cinquenta dragões!

    Um filete de sangue ainda escorria do local onde a afiadíssima lâmina do homem tinha encostado. O gigante que o salvara - que sabia agora se chamar Sor Oskley - estava com os braços grossos cruzados ante o peito forte. Ele olhava firme para Thomas, como que para forçar o rapaz a aceitar a proposta.

    - Aquele homem que correu daqui foi o responsável pelo que está acontecendo na cidade. Ele é o capitão do navio bravosiano que trouxe a peste para a cidade. Se você encontrar o lugar onde ele está escondido, basta voltar aqui e nos avisar que resolveremos o problema.

    Thomas sabia que se negasse a proposta ele não sairia daquela sala com vida. Além disto, o grandalhão o salvara, o homem que fugiu era o responsável por toda a desgraça de Vilavelha e cinquenta dragões de ouro é mais dinheiro que o jovem poderia conquistar em toda sua vida.

    - E então, rapaz? O que você diz ao Lorde Lutos? - esbravejou Sor Oskley, cerrando o cenho.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Qua Jun 20, 2012 8:04 pm

    Entre a morte certa e a dúvida, Andrew prefere a cautela, iria espiar pela porta de onde vinham as luzes e o incenso para se certificar de que não tivesse ninguém que pudesse gritar e denunciar sua posição para o guarda antes de fazer algum movimento. Tentaria uma escapada por ali se fosse possível (uma janela era tudo o que precisava).
    Com todo cuidado foi espiar através da porta...
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    Adeyvison Siqueira

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Adeyvison Siqueira em Qua Jun 20, 2012 8:04 pm

    O membro 'JMoicano' realizou a seguinte ação: Rolar dados

    'd10' : 1

    gilmar.mendes

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por gilmar.mendes em Qua Jun 20, 2012 10:59 pm

    - Claro senhor, encontrarei o vil vilão conforme seu desejo e farei o possível para que ele pague pelo seus crimes. – Responde Thomas mais que prontamente enquanto rapidamente avança pela porta.

    Com grande destreza o rapaz desvia dos cavaleiros grandalhões que pareciam deveras atrapalhados com as pesadas armaduras e o pequeno corredor da taverna.

    Subindo rapidamente as escadas Thomas consegue apenas ver o espadachim atravessar a porta da taverna saindo dos seus aposentos.

    - Agora tenho que planejar uma estratégia. Não terei chance contra um espadachim treinado, acho que uma abordagem sutil será a melhor decisão.
    Subindo rapidamente as escadas Thomas decide seguir o espadachim pelos telhados da cidade.
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Sex Jun 22, 2012 8:06 pm

    Agora era a hora de saber se a meia hora que teve antes do encontro tiveram serventia. Dimas corre para uma casa abandonada, próxima à taverna e entra por uma tábua que soltara antes. Bem a tempo de ver o homem enfaixado sair pela porta atrás dele. Por entre as frestas, Dimas observa o homem olhar para os lados procurando-o e então escalar uma das construções com dificuldade devido os ferimentos. Ao chegar ao topo do prédio, ele olha novamente ao redor em meio à chuva e se decide por um dos lados, aquele que leva às docas, e se vai saltando de construção em construção.

    Dimas espera mais. Não demora muito, e as pessoas que estavam na taverna começam a sair apressadas. Todas olham ao redor, formam grupos e se vão. Com certeza com a mesma demanda: encontrar Dimas. Pela primeira vez, talvez não pela última na noite, o bravosi se arrepende de não ter cortado a garganta de Lutos. Mas como poderia tê-lo feito? Por mais que seja odioso o que ele tinha feito, como poderia julgar a vida de um homem marcado pela rancor e pela vergonha? O que está feito, está feito, não tinha o direito de questionar o julgamento do seu eu daquele momento. Mas antes de se decidir pelo próximo caminho a seguir, precisava tentar uma última coisa.

    Dimas esperou até que todos saíssem da taverna, inclusive os membros da Confraria do Ódio, como decidiu chamá-los. Um a um eles foram saindo, alguns em grupos, outros a sós. Parece que por mais que tenham entrado na reunião sozinhos, nenhum veio despreparado, ou estavam armados, ou escoltados. Dimas viu seu alvo, retirou o capuz debaixo de uma caixa e vestiu-o, então abriu uma janela lateral da casa, que dava para um beco e, como um gato, seguiu sua presa.

    Quando criança, seu mestre, Dungan Forell, ensinou-o a olhar a tudo com os olhos da mente, pois nada era o que parecia ser realmente. Um gato na escuridão sempre parece um felino tição, mas à luz do sol via-se suas listras pardas, e um inimigo numa reunião, poderia se tornar um aliado fora dos olhares dos outros. O homem que Dimas seguia era escoltado por outros dois, que não estavam na sala, talvez tivessem entrado depois e aguardado do lado de fora. Eles estavam bem armados, dava para se ver por baixo das capas pesadas da chuva, mas pareciam jovens e verdes de batalhas. Enquanto Dimas pensava numa forma de abordá-lo, o cavaleiro se volta com a mão no punho da espada.

    - Você é realmente muito abusado, bravosi - disse o homem de armadura com o brasão de morcego.

    Os dois escudeiros parecem se surpreender tanto quanto Dimas. Eles sacam as espadas e fazem menção de atacar, quando ouvem o comando do homem mais velho para que parassem:

    - Não sejam tolos, se ele quisesse nos atacar, já teria feito. Ou estou enganado, bravosi?

    - Sei que era o senhor que comandava a todos lá dentro, Sor, apesar de Lutos querer me fazer entender o contrário. Vi como ele o reverenciava e o buscava por apoio. O senhor é da casa Lothston, não é? Uma casa que foi fiel à causa dos Blackfyres no passado. Não menti em nenhum momento lá dentro, Sor. Acho a forma como estão lidando totalmente errada e aspirações pessoais não devem prevalecer sobre a missão deste levante. No entanto, não irei fazer parte disso. Não desejo guerras e muito menos matanças.

    - Um pouco tarde para isso, bavosi. Provavelmente metade dos guetos de Vilavelha já deve estar em seu encalço.

    - Sor, quanto a isso, não podemos mudar nosso destino, podemos apenas lidar com isso. Mas o senhor pode fazer mais. Posso apenas fugir, mas o senhor pode mudar o rumo dessa sandice.

    - E se eu disser que a ideia dessa “sandice” foi minha?

    - Eu diria que um bom banho de água fria cura todo tipo de loucuras, Sor - disse Dimas olhando para cima e para a água que caía.

    O cavaleiro ri antes de responder:

    - E se eu disser que prefiro matá-lo aqui mesmo e reclamar a minha recompensa de 50 dragões de Lutos?

    - Eu diria que esse valor não vale vida alguma, ainda mais para alguém que é senhor de Harrenhall, se não me engano, mas o senhor é livre para tentar, assim como seus filhos - diz Dimas indicando os escudeiros com o queixo.

    O cavaleiro fecha o cenho: - Como sabe?

    - Sor, a semelhança é notória. Agora, se me dá licença, o senhor tem decisões a tomar e eu tenho uma fuga a empreender - diz Dimas olhando para o homem que escutava toda a conversa de cima de uma das casas baixas. O homem enfaixado.

    Dimas dá as costas ao grupo e se vai descendo a rua.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 13

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Sab Jun 23, 2012 4:20 pm

    Dimas Rivers

    Um dos jovens Lothston manifesta a intenção de seguir Dimas, mas é interceptado por seu pai. Dimas ouve as palavras do homem:

    - Ele tem sangue dos nossos reis, reis pelo qual lutamos e perdemos. Nós servimos os Blackfyre e não iremos empreender caçada contra um deles.

    Dimas seguiu viela abaixo enquanto os três seguiram na direção oposta. Após alguns metros, o bravosi conseguiu ver uma boa parede de blocos mal-assentados, facilmente escaláveis graças a sua agilidade. Mesmo com a dificuldade extra causada pela água, Dimas logo se viu no topo das construções, sendo confrontado prontamente pelo rapaz enfaixado.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    Furtivo como um gato das sombras, Andrew se aproximou da fresta da porta, espiando o interior da sala. Lá dentro, viu algo surreal: um homem bastante velho, vestido com os típicos mantos dos meistres e levando no pescoço dezenas de correntes dos mais variados metais estava sentado a uma mesa, observando com olhos arregalados uma vela negra.

    Andrew se aproximou mais e percebeu que não se tratava de uma vela, mas sim um pedaço de cristal negro como a noite que ele sabia se tratar de obsidiana, conhecido também como vidro de dragão. E a coisa brilhava como uma vela!

    - Se aproxime e sente-se, Andrew, filho de Andrus Stark. Estava esperando por você - disse soturno o homem, sem retirar os olhos do vidro.

    Os pelos da nuca de Andrew se arrepiaram com a voz fantasmagórica do homem. Ele e sabia que aquilo que o velho fazia não era natural. Mas o velho meistre dissera que ele era filho de Andrus Stark, senhor de Winterfell. Se fosse verdade, Andrew era um dos herdeiros das terras nortenhas.

    O jovem pensou por um segundo, decidindo se valeria correr aquele perigo para saber mais sobre seu passado.
    _______________________________________________________________________

    Thomas Homeless

    O bravosi estava ali na sua frente. Levava a magnífica espada embainhada na cintura e tinha o porte de um daqueles espadachins bravosianos que as vezes perambulavam por Vilavelha, invocados com seus mantos e roupas coloridos e suas espadas rápidas. Mas aquele ali não era um destes pavões, o que preocupava ainda mais a Thomas.

    Ele tinha seguido o homem dos telhados e ouvira toda a conversa dele com o cavaleiro do escudo de morcego e os dois molecotes que o acompanhavam, não entendendo como aqueles homens não correram para atacar aquele homem e tomar as moedas para eles. Além disto, aquilo que o cavaleiro disse por fim deixou Thomas ainda mais confuso.

    "Ele tem sangue dos nossos reis, reis pelo qual lutamos e perdemos. Nós servimos os Blackfyre e não iremos empreender caçada contra um deles" - a voz reverberou em sua mente.

    Aquela era a oportunidade de entender o que estava acontecendo ali e com certeza aquele homem teria as respostas que ele queria.


    Última edição por Jefferson Pimentel em Qua Jun 27, 2012 7:34 pm, editado 2 vez(es)
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Sab Jun 23, 2012 5:19 pm

    Assustado, muito assustado mas mais ainda do que isso, curioso, apesar de todos os sinais o dizerem para sair o mais rápido dali, ele sentia que tinha algo para ouvir do velho meistre. E meio que impulsionado por uma força que ele não compreendia (um pouco de curiosidade, mas um pouco mais do que isso) ele entrou, encostou a porta e sentou-se à mesa meio desconfiado:

    - O senhor meistre acertou meu nome, mas creio que não o de meu pai, meu pai não é um Stark, meu pai é Grande Jon...

    O velho aparentemente em um tipo de transe faz um sinal com a mão para que Andrew parasse, olha fixamente nos olhos de Andrew de uma forma assustadora, os segundos se arrastam, pareceram horas, dias, Andrew não entendeu direito o que acontecia, mas o ambiente tinha algo estranho, um teor penetrante. E de repente o velho finalmente abre a boca...

    gilmar.mendes

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por gilmar.mendes em Seg Jun 25, 2012 6:19 pm

    Thomas então começa a traçar um plano de ação. Um embate ali não seria a melhor estratégia naquele momento talvez uma retirada estratégica a fim de replanejar suas investidas por hora fosse a melhor opção.

    Thomas salta velozmente de telhado em telhado e nesse instante percebe que o espadachim empreendera uma perseguição ao rapaz por sobre os telhados de Vilavelha. O rapaz não imaginava quais seriam as reais intenções do homem, mas por hora teria que dar cabo dele.

    Com grande agilidade Thomas salta sobre uma carroça de algodão e num rolamento rápido consegue se esconder atrás de uma outra carroça velha antes que o espadachim pudesse vê-lo. O bravosiano pousa sobre o chão a procura do rapaz, mas ao que tudo indica perdera o rastro do garoto. Thomas jaz escondido enquanto o homem incansavelmente procurava por ele entre os becos ali próximos.

    Nesse momento o rapaz sente um cheiro de forte, parecido com esterco, avista então um poço que era usado para secar soja antes de ser refinada em farinha. Era um poço grande de aproximadamente 5 metros de raio e profundo o suficiente para que o um homem não conseguisse sair sem ajuda. Examinando a situação o jovem arquiteta seu plano de ataque.

    Thomas pega uma pedra no chão e arremessa próximo ao poço fazendo um bando de gatos próximos saírem correndo e fazendo um grande estardalhaço. Enquanto sumia novamente entre as sombras observa que sua empreitada atraíra a atenção do espadachim que começava a se aproximar do poço. Thomas dá a volta na carroça deixando que o homem ficasse entre ele e o poço a uma certa distancia e chama a atenção do espadachim com um grito.

    - Ei!!!!

    O espadachim percebe então a presença do rapaz e saca sua espada se preparando para a peleja que estava por vir. Thomas então corre, toma impulso, apóia suas mãos no chão girando duas estrelas, com propósito de confundir o homem, dá uma cambalhota em pleno ar, e com as mãos num poste próximo toma apoio suficiente para que pudesse pousar os pés no peito do espadachim, empurrando com toda força o mesmo o suficiente para que caísse dentro do poço. Seu plano havia sido um sucesso.

    O espadachim estava dentro do poço. Thomas se aproxima da borda a tempo de ver o mesmo se levantando meio sujo de soja molhada. O cheiro da soja àquela distancia era quase insuportável. Thomas fala:

    - Vil Vilão, irá pagar ter trago a peste para a cidade, por sua causa perdi muitos amigos queridos. Mas seu dia chegaraaaaaaaaaa..... – O rapaz é interrompido em seu discurso enquanto o chão onde pisava desmoronava.

    Devido a chuva a terra fofa que circundava o poço estava cedendo, talvez por esse motivo o mesmo estivesse abandonado nesses dias. Thomas desmorona dentro do poço rolando parando aos pés do espadachim.

    O bravosiano apenas observa o garoto com um sorriso no rosto, achando engraçada a situação cômica do garoto. Com a situação totalmente controlada ele apenas encosta a espada no pescoço do rapaz se preparando para dar o golpe final.

    Thomas fecha os olhos aguardando o fim se aproximar. Mas para sua surpresa após alguns minutos continuava vivo. Ele abre os olhos apenas para ver a mão do homem estendida lhe oferecendo ajuda para levantar. Ele não entendia a situação, pois uma pessoa ruim já teria dado cabo da sua vida sem pestanejar.
    Thomas se levanta limpa suas roupas e olha para o espadachim surpreso. O homem olha para o garoto e então fala...
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Sab Jun 30, 2012 9:04 am

    - Pelo visto, meu amigo, você também está afundado até o pescoço no jogo dos tronos - Dimas dá as costas ao homem enfaixado e olha ao redor, avaliando uma forma de sair de lá.

    - O que quis dizer com isso? - disse o enfaixado.

    Dimas se vira e vê que ele mantém a mão sobre a guarda da espada.

    - Não sou eu quem está por trás dessa confusão toda, mas sim aqueles que o contrataram para me matar.

    - Seguir. Eles me contrataram apenas para segui-lo - disse o enfaixado soltando o cabo da espada.

    - Que seja. Escute, a coisa toda é bem maior do que pensa, é melhor tentarmos sair daqui antes de entrarmos neste assunto.

    - Bem, não tem como você sair daqui sem a minha ajuda e eu só vou me mexer depois de saber tudo sobre isso.

    Dimas olha com assombro para o homem que agora se sentava sobre uma pedra esperando. Aquilo divertiu-o, e então decidiu que gostava do rapaz.

    - Muito bem, mas façamos da forma certa - Dimas estende a mão para o enfaixado. Meu nome é Dimas Rivers, duelista, futura primeira espada de Bravos e fanfarrão na maior parte do tempo.

    - Er.. sou Thomas... Thomas Homeless - diz Thomas apertando a mão do bravosi.

    - Bem, em resumo, vim para Westeros em busca da história de meu pai, que lutou nas Revoltas Blackfyres, e acabei descobrindo um grupo de revoltosos, que decidi chamar de Confraria do Ódio, que organizava um levante contra o governo dos Hightowers. Eles deflagraram a peste no porto e incitaram os incêndios e a revolta popular. Pretendem em breve empreender um ataque ao próprio senhor de Vilavelha...

    - Temos que impedir! - disse Thomas se levantando.

    - O senhor não me deixou terminar. Eles pretendem um ataque contra o senhor de Vilavelha e pretendo conseguir um transporte, tão logo descubra como, para o mais longe daqui.

    - Mas precisamos revelá-los às autoridades!

    - Cheguei a citar que são todos nobres e de posses? E que neste exato momento minha cabeça está a prêmio, como bem sabe?

    - Se se preocupasse tanto assim consigo mesmo, teria fugido antes e não teria procurado aquele senhor com os guardas, ouvi a conversa deles com você.

    - O nome dele é Lothston e veja bem, não disse que não me importo, disse apenas que não tomarei parte disso. O que acha que vai acontecer se formos correndo até os Hightower com nossa historinha de conspiração? Vão nos por a ferros e jogar a chave fora. Tentei colocar um pouco de juízo na cabeça de quem acho que comanda a coisa toda, Lothston, mas não podemos fazer mais nada.

    - Não posso acreditar que não podemos fazer mais nada.

    - Não se pode fazer malabarismos para tudo, senhor.

    Thomas então sorri se lembrando de algo que ouvira.

    - O que Lothson quis dizer com você ter sangue dos reis?

    Aquilo desconcertou Dimas, não pretendia abrir o jogo completamente para um estranho, mas a situação estava se agravando a cada momento que permaneciam dentro daquele fosso.

    - Sou descendente dos Blackfyres. Um bastardo, mas descendente. Acredito que pretendiam usar a minha ascendência como baluarte de sua revolta.

    - Acha que não ouvirão você? Afinal, você de certo modo é um Blackfyre.

    - Depende de quem você está falando. Se disser aos Hightowers quem sou, é bem provável que amanheça com a minha cabeça em um espigão de Torralta, se for falar com os rebeldes, alguns podem ouvir, mas muitos irão correndo atrás de Lutos em busca de ouro. Vivemos em tempos de lealdade duvidosa, meu amigo. Agora, se não se importa, poderia me dar apoio para subir até a borda?

    Thomas estava satisfeito por ora com as respostas, apesar dos questionamentos que fervilhavam em sua cabeça, como qual o próximo passo a seguir, quando percebeu no que estava fazendo.

    - Só um instante - disse ele soltando o pé do bravosi - como terei certeza que me puxará depois que subir?

    - Não temos tempo para desconfianças, Thomas. Você está ferido, não conseguirá me puxar. É melhor que eu vá e então o puxe.

    - Sim, mas...

    - Não há outra solução, você nos colocou aqui dentro, terá que confiar que eu nos tire daqui. Agora, por favor, o apoio.

    - Posso subir e jogar uma corda para que suba.

    - Mesmo? E onde arrajará uma corda, posso saber?

    - Em alguma casa, não sei.

    - Julga que alguém lhe abrirá a porta nesta noite?

    - Só foi um exemplo.

    - Péssimo, por sinal.

    - Ora, só estou tentando achar uma solução.

    - Já lhe dei uma. Faça apoio que subo e depois lhe puxo.

    - Melhor tirarmos na sorte...

    - Olá, vocês estão bem? - gritou uma voz vinda do topo do fosso.

    Os dois ficaram em silêncio, pois naquele momento não sabiam o que responder, já que não sabiam se era amigo ou inimigo quem lhes gritava do alto.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 14

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Qua Jul 04, 2012 11:24 pm

    Dimas Rivers e Thomas Homeless

    - Tudo bem ai embaixo? - gritou um velho que aparecia com uma pesada capa de chuva - Como cês foi cair ai?

    A silhueta do homem se iluminou graças a um relâmpago que riscou a noite. A voz do homem era grave e Thomas conhecia muito bem aquele sotaque.

    - Polan, é você? - perguntou o jovem, chamando pelo nome de um senhor que morava ali perto, responsável por cuidar da soja durante os dias em que ela secava.

    - É você, Thomas? O que cê tá fazendo ai embaixo, moleque dos infernos? - respondeu o velho, arrastando com ele uma escada de corda até um ponto de apoio onde ela poderia ser amarrada e a jogando para os dois homens.

    Thomas se aproximou da escada, seguido de perto por Dimas. Os dois escalaram com facilidade a escada, feita com uma grossa corda de cânhamo. Chegando lá em cima, deram de cara com o velho, mastigando tranquilamente algumas folhas de Folhamarga.

    - Estava conversando com meu amigo aqui, Polan! Como vai Ester? - perguntou o jovem, demonstrando algum interesse pela velha esposa de Polan, ao mesmo tempo que levava o velho a mudar de assunto e não ter que explicar em detalhes o que fazia ali.

    - Resmungona como sempre, Thomas. Faz tempo que cê não aparece lá pra que ela te toque ca vassoura! - disse o velho, cuspindo saliva vermelho-vivo e voltando a mastigar a goma.

    - Aparecerei em breve, mas tenho que arrumar algumas coisas ainda - disse por fim, puxando Dimas pelo braço buscando sair dali antes que mais pessoas chegassem para bisbilhotar.

    - Você que sabe. A velha fez cozido de ostras... - disse o velho, se levantando e voltando para casa.

    Thomas suspirou enquanto sua barriga roncava. Lembrou-se que não comia a um bom tempo. Olhando para Dimas, falou:

    - Preciso trocar as ataduras em um lugar seco e temos que pensar no que fazer. Vamos lá? - disse, já andando na direção da casa do velho.

    Dimas sabia que correr sem pensar no melhor lugar para onde seguir era burrice. Um cozido de ostras no estômago, um teto seco e uma fogueira para descansar alguns minutos não faria mal. O velho poderia ter mais algumas informações e eles precisavam estar preparados para o que viria.

    Seguindo os dois atrás do velho, logo chegaram a um casebre de pedra e cobertura de sapê. Assim que a orta foi aberta, o calor da fogueira deu a eles uma renovação depois de tanto tempo debaixo da chuva. O cheiro do cozido tomava todo o cômodo principal daquela residência.

    O velho chegou até a panela e encheu três tigelas, levando até uma pequena mesa de madeira. Partiu um pão preto que ali estava e deu um pedaço para Thomas e outro para Dimas.

    - Senta ai vocês dois. Tô vendo que cês tão com fome - disse o velho, enquanto ele mesmo puxava uma cadeira e começava a sorver ruidosamente o cozido.

    Thomas não se fez de rogado, sentando a mesa e agarrando uma colher de madeira. Dimas, sempre cuidadoso, inspecionou toda a sala para só então sentar e comer.

    - Tá um inferno lá fora. Cês são doido de andar por ai - disse o velho entre as coleradas.

    - Sabes de alguma coisa, senhor - perguntou Dimas, tomando o grosso caldo e se lembrando do gosto desta iguaria, bastante comum em Bravos. Enquanto isto, Thomas terminava sua primeira tigela e já se adiantava para pegar a segunda.

    - Lorde Quenton fechou as muralhas e colocou a guarda para queimar todos os barcos. Quem inventa de se rebelar é espetado e logo mudam de idéia.

    - A peste tomou a cidade? - perguntou Thomas enquanto se sentava novamente, carregando uma nova tigela cheia nas mãos.

    - Tem um monte de gente doente. Os vizinho meu mermo...foro tudo pra Cidadela ver us Meistre - disse o homem, partindo seu pão preto e levando pequenos pedaços a boca sem dentes.

    Ouvindo as palavras do homem, os dois companheiros de ocasião comem devagar, digerindo comida e informações.

    - Thomas, pode ficar ai com seu amigo. Eu vou dormi que amanhã tem trabalho - disse o velho, largando a tigela suja e limpando o resto do cozido na roupa.

    - Obrigado, Polan. Durma bem - disse Thomas, enquanto o velho se afastava - E ai, o que vamos fazer? - perguntou por fim a Dimas.

    O bravosi terminou de comer seu pão devagar, enquanto pensava em qual seria seu próximo passo.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    - Um nobre não pode macular sua honra com um bastardo. Para isto existem seus vassalos, rapaz - disse o homem soturno, retirando os olhos de Andrew e voltando a pousá-los no pedaço de obsidiana, que se iluminava como uma vela.

    Andrew se aproximou, tentando ver alguma coisa naquela luz. Seus olhos começaram a ficar pesados, estranhos. Ele então afastou seu olhar na direção do meistre. O velho mantinha os dedos de uma mão enrolada na pesada corrente de elos de vários materiais, esfregando delicadamente um elo bastante brilhante. Um elo de aço valiriano!

    - Seu futuro não é morrer aqui, Andrew, diferente do meu. Meu futuro é negro como as asas de um dos corvos mensageiros da Cidadela, mas farei aquilo para o qual estou aqui - disse por fim, voltando a examinar o bastardo - Eu aceito minha senda. E você?

    O jovem, cuidadoso em suas palavras como em seus atos, pensou por alguns instantes para então responder:

    - Se meu futuro não é morrer aqui, vou te seguir, velho. Isto até seu futuro chegar a você!

    Um sorriso iluminou a cara sinistra do velho, ao mesmo tempo em que a luz da obsidiana apagava, trazendo a sala a uma breve escuridão.

    Andrew se assustou com o breu, mas sua visão não teve tempo de se adaptar. O velho riscava uma pederneira e um isqueiro, acendendo um cotoco de vela que repousava sobre a mesa. Estendendo a mão na direção do bastardo, ele entrega uma chave grande e estranha a ele.

    - Esta chave abre todas as portas da Cidadela, rapaz. Guarde com cuidado, pois será ela sua salvadora e redentora. Agora me siga - disse por fim, acendendo outra vela com a chama da sua e a entregando a Andrew.

    Os dois seguiram por um estreito corredor por algum tempo, chegando a uma escada que descia por longos degraus. Seguindo na frente, o velho conduziu o jovem bastardo por toda ela, descendo por alguns minutos. O cheiro de maresia começou a invadir a escada, bem como o barulho de ondas quebrando contra pedras.

    O meistre chegou ao fim da escada, onde uma pesada porta de madeira estava fechada. Com a ajuda de Andrew, os dois abriram a porta que rangeu suas dobradiças enferrujadas, se abrindo para uma pequena protuberância rochosa, com o rio Vinhomel correndo rápido logo abaixo.

    - Ali, aquela escada - disse o velho, apontando para uma escada de madeira - Suba nela até o final e utilize a chave naquela portinhola. Chegará no observatório da Cidadela, onde eu voltarei a encontrá-lo.

    Andrew olhou para baixo e mesmo toda sua experiência como escalador não o impediram de imaginar o que aconteceria com ele caso caísse da escada no rio logo abaixo.

    Sem esperar pela decisão do rapaz, o velho seguiu escada acima, largando a porta escancarada. Andrew poderia ir atrás e sumir dali, evitando correr aquele risco. Ou poderia subir e continuar com aquela história...
    _______________________________________________________________________

    Vinko HighTower

    - Fechar os portões e matar nosso povo não foram boas idéias, pai - repetiu mais uma vez Vinko, esperando conseguir convencer o teimoso Lorde Quenton Hightower.

    - Fique com suas somas, Vinko, e deixe que da cidade cuido eu! - respondeu por fim o velho senhor, olhando a cidade da sacada de seu salão de conferências, local de onde era possível observar toda a cidade. Focos de incêndio brigavam contra a forte chuva por supremacia e gritos desesperados concorriam com os relâmpagos.

    - São as subtrações que me preocupam, pai. Ou acha que todas aquelas casas e barcos queimados, sem falar nos trabalhadores mortos nos deixam mais ricos? - diz Vinko, tentando atrair a atenção de seu pai para aquela conversa.

    - O que são alguns barcos e aldeões perdidos quando uma cidade inteira é salva. Deixe de idiotices e vá ver como sua irmã está - disse naquele tom que Vinko conhecia muito bem, encerrando a conversa ali mesmo.

    Vinko saiu do salão pisando duro. Sua irmã estava muito abalada com o assalto que sofrera. O homem que a roubara ameaçou sua vida e com certeza a teria matado, mas os guardas chegaram a tempo de afastá-lo dela.

    Chegando ao quarto de Vena, bateu a porta com leveza. A velha ama entreabriu a porta, olhando para Vinko com surpresa.

    - Lorde Vinko, sua irmão dorme. Desejas algo?

    - Não. Fico feliz que tenha dormido enfim. Vou me recolher para o meu quarto, ama. Amanhã tenho com Vena - sussurrou para a velha.

    Vinko deslizou então na direção de seu quarto, quando o retinir de uma pesada armadura foi ouvido. Se aproximando da escadaria em silêncio, conseguiu ver o Capitão da Guarda Hightower, Alabaster, seguir na direção do salão de conferência do pai. Junto a ele, quatro homens com suas armaduras cobertas de fuligem seguiam de guarda. Ele viu os homens adentrando o salão sem ser visto. Aquela visita tardia o chamara a atenção, mas sabia que o pai odiava interferências.

    Mas seu pai não precisava saber de nada...

    Parou pra pensar em uma forma de ouvir o que se passava naquele salão.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Sex Jul 06, 2012 11:14 pm

    Já estava ficando preocupado, o caminho que tomava era perigoso demais para o seu gosto, mas não podia se controlar, era muita coisa em sua cabeça, e quando deu por si já estava quase na portinhola. Colocou a chave, girou-a e entrou, não havia ninguém, estranho. A grande lente do observatório chamou a atenção, decidiu dar uma espiada. Viu um homem debruçado sobre um poço, decidiu mudar a direção e foi procurando algo, até que um corvo saiu de muito perto de onde ele observava, se afastou da lente e viu o velho parado próximo a uma janela.

    - Minha função foi desempenhada, estou quase no fim de minha parte nessa trama.
    - O que você quer dizer meistre? Para quem mandou aquele corvo? O que dizia?
    - Muitas perguntas e nenhuma é a correta.

    Sentiu um impulso de acabar com a vida do velho, mas se conteve. Parou, respirou.

    - Quem sou eu?
    - Ah! Mas essa foi boa, quase fez a correta.
    - Qual o meu papel?

    O velho abriu um sorriso, e alisando o elo de aço valiriano de sua corrente, virou-se e pegou um livro muito velho e arrastou uma arca comprida e aparentemente muito pesada para mais perto do bastardo.

    - Venha, você precisa ver isso e ouvir umas últimas palavras, então estarei encerrando minha demanda.

    O livro tinha muita poeira em sua capa, mas dava para ver que não tinha nada escrito, só uma imagem.


    Última edição por JMoicano em Sab Jul 07, 2012 8:27 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Só um detalhe que me passou desapercebido)
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Sex Jul 13, 2012 8:05 pm

    - Isso não vai prestar! - disse pela décima vez Thomas Homeless.

    Dimas gostaria de dizer que para um plano fadado ao fracasso, como previa o companheiro, ele estava até agora correndo bem. Mas se tem algo que aprendeu com os deuses, é que não é nada saudável cantar vitória antes do fim.

    O bravosi esticou o pescoço para ver melhor os jardins. Da esquina podia ver os represeiros frondosos e as torres dos meistres, mas mais nada. Procurou por guardas, onde repetidas vezes os viu na sua vigília da Cidadela, mas não havia viv’alma. Todos estavam no portão àquela hora segurando vigas contra a multidão, quem se importaria com algumas árvores?

    Passar pelos muros da Cidadela tinha sido mais fácil do que andar pelas ruas de Vila Velha. A população estava apavorada pela peste que subia as ruas alagadas e sem calçamento e pelos boatos de que os Hightowers iriam passar no archote as casas que possuíam doentes. A comoção tomou as ruas e a direção de quem, em teoria, teria a cura para o mal: os meistres. Quando Dimas e Thomas chegaram nas proximidades dos muros, usando roupas emprestadas do velho, o que viram foi uma muralha de pessoas meio doentes e meio insanas. Soldados tentavam controlar a euforia, mas tudo que conseguiam era mais rebeliões. Um homem teve o braço quebrado quando tentou segurar o manto de um oficial. Seu osso despontou para fora da carne e a roupa rasgada mostrou um braço cinzento com unhas negras. Tanto soldados quanto populares fugiram do infeliz que teve o corpo apedrejado por vizinhos e parentes. Por toda parte focos de disputa chamavam a atenção de guardas que não podiam fazer muita coisa. Os dois andaram ao longo dos muros e encontraram um ponto entre uma guarita e uma torre que poderia ser escalado por alguém como Thomas. Vendo-o subir, Dimas suspeitou que o rapaz tivesse alguma ascendência selvagem, com antepassados habituados a escalar a Muralha, geração após geração. Dessa vez tinham cordas e o bravosi as usou para subir.

    Lá dentro, o caminho foi singrado com cuidado e furtividade. Dimas desconfiava de qualquer um dentro daquelas paredes, vira um pouco do jogo de sombras que rondava cada reentrância daquele lugar e isso não lhe inspirava confiança. Arranjaram baldes próximos a um poço e os encheram. Colocando dois baldes de cada lado de uma haste que levavam às costas, caminharam de cabeças baixas pelas ruelas. Ninguém lhes dignou a atenção, quem notaria dois servos levando água para seus senhores atocaiados nas torres?

    Quando chegaram aos represeiros, largaram os baldes e espreitaram.

    - E então? - perguntou Thomas. Qual torre?

    - A ocidental.

    - O que estamos esperando?

    Dimas não sabia, mas não estava mais disposto a esperar. Caminharam juntos por entre o arvoredo e por baixo das folhas vermelhas dos represeiros. Dimas puxou a corda do pequeno sino da porta do Arquimeistre Walgrave e esperou.

    - Isso não vai prestar - disse pela décima primeira vez Thomas.

    A porta rangeu com má vontade e um rosto iluminado por uma lamparina surgiu da treva.

    - Boa noite, meistre Aemon - disse Dimas em uma mesura. Desculpe o adiantado da hora, mas precisamos de alguns corvos do senhor.
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    jeancaoliveira

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por jeancaoliveira em Sab Jul 14, 2012 8:37 pm

    Vinko precisava saber qual o teor daquela conversa. Mas é claro, que ele não poderia ser visto. Logo começou a pensar em uma forma de não ser visto enquanto ouve a conversa, as paredes e a porta são grossas demais para deixar qualquer tipo de som escapar, e o salão é muito bem iluminado, ninguém poderia passar despercebido por lá. Seu tempo estava acabando e logo a conversa seria iniciada, nenhuma possibilidade parecia plausível, quando ele se lembrou dos túneis de emergência. Túneis esses que foram construídos para poder retirar com segurança as pessoas do castelo em caso de ameaça. Só os serviçais mais leais e a própria família High Tower conhecem esses caminhos. Em sua infância Vinko e seus irmãos brincavam por esses caminhos e conheciam vários caminhos que levavam aos principais cômodos do castelo, inclusive o salão de reuniões.
    Vinko saiu em disparada para seus aposentos, trancando a porta logo foi arrastando sua cama, retirou o fundo falso do piso de madeira, abriu o alçapão, pegou uma lanterna na sua lareira e adentrou os caminhos de pedra que tanto conhecia.
    Silencioso, porém rápido seguiu até encontrar a bifurcação entre o caminho que leva ao quarto de seus pais e o salão de conferencia, agora com mais cautela ainda seguiu em direção ao seu destino. Finalmente estava lá, tudo que ele precisa agora é abrir o alçapão silenciosamente para ouvir a conversa mais claramente.

    gilmar.mendes

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por gilmar.mendes em Seg Jul 16, 2012 1:31 pm

    O meistre observou os dois homens e com um sorriso amarelo disse...


    - Salve senhor Rivers, que grande surpresa a sua visita por essas bandas... Vejo que está a aproveitar a hospitalidade da cidade, e quem seria esse jovem mancebo ao seu lado? Seu escudeiro?


    Thomas com seu ímpeto rotineiro prontamente respondeu as boas vindas de Aemon...


    - Escudeiro?!? Perdeu o Juízo velh....

    Thomas é interrompido com um gesto de Dimas e por um olhar sério que o faz rapidamente repensar sua atitude. O rapaz dá alguns passos para trás e deixa Dimas tomar conta da situação.


    - Salve meistre Aemon, vim assim que pude. Temos assuntos importantes a tratar, mas acho que aqui não seja o local mais apropriado, podemos ir até as gaiolas dos corvos para podermos escolher as aves? - Disse Dimas.


    - Podemos senhor – Respondeu Aemon – Mas seu servo pode ficar aqui enquanto tratamos assuntos de nobres.


    Thomas estava vermelho de raiva com a situação, mas se controlava. Dimas fez um gesto com a cabeça para que o rapaz concordasse e Thomas decidiu acatar as ordens por enquanto.


    O espadachim e o Meistre adentraram a construção enquanto Thomas apenas observava. Ao mesmo tempo frustrado e enraivecido o rapaz chuta uma pedra enquanto caminha e senta num banco próximo as janelas da torre do meistre esperando o desenrolar da estória.


    - Maldito Dimas, me deixou de fora, quem ele pensa que eu sou... Servo? Mas deixa-o, vai ter volta... – O rapaz pragueja a sua situação não se dando conta um pequeno destacamento que se aproximava.


    Um destacamento de guardas voltava de uma das missões na cidade na direção dos quartéis. A torre de meistre Aemon se encontrava na rota do seu destino.


    Passando pelas ruas de pedra da cidadela um dos guardas se dá conta do rapaz sentado próximo as paredes da torre. Reconhecendo-o chama a atenção do capitão e o destacamento se dirige na direção do rapaz perdido em seus pensamentos.


    Thomas então percebe que algo está errado e quando vê os guardas em sua direção, irrompe uma fuga pelas vielas da cidadela com o destacamento a seu encalço.


    Não estando familiarizado com o ambiente o rapaz não tem como escalar para fugir, o que sempre foi seu trunfo na cidade de Vilavelha para fugir de confusões.


    A situação do rapaz não estava das melhores, se continuasse daquele jeito não tardaria encontrar mais guardas e terminar num beco sem saída da cidadela culminando na sua captura.


    O rapaz começa a tomar uma distancia considerável dos guardas, por causa das armaduras pesadas e armas que atrasavam os mesmos. O momento para escapar era aquele pensava Thomas enquanto avistava um poço de água que abastecia aquela região da cidadela.


    Sem pensar duas vezes Thomas se agarra a corda a qual estava amarrada o balde de água do poço e começa a escalada adentrando o mesmo torcendo para que os guarda não se dessem conta da sua presença ali dentro.


    Thomas desaparece na escuridão do poço enquanto se aprofunda cada vez mais em seu interior.


    Chegando ao fundo do poço, o rapaz ouve pequenos murmúrios vindos do topo do poço. Ao que parece os guardas estavam a sua procura do lado de fora. Sem esperanças de fuga tateando pelas paredes do interior do poço, ele encontra ao que parece um túnel.


    Duvidas brotam da cabeça do rapaz. Por que um poço teria um túnel escondido. Não pensando duas vezes o rapaz adentra o túnel escondido enquanto seus pensamentos se voltam a como encontraria Dimas naquela situação.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 15

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Ter Jul 17, 2012 11:29 pm

    Dimas Rivers

    Meistre Aemon se aproxima de um velho corvo que aparentemente acabara de chegar. Ele acaricia a ave e leva alguns grãos ao seu bico, de forma a gradá-lo.

    - Sua chegada é oportuna, mas não é nenhuma surpresa para um de nós, senhor - disse Aemon, mostrando um pequeno bilhete, aparentemente trazido pelo corvo.

    - O que quer dizer com isto, Meistre? - disse Dimas confuso com aquela conversa. Como saberiam que ele estaria ali, visto que sua chegada ali foi furtiva. Será que alguém o espionava?

    - Um bom meistre, que sabe muito mais que todos nós, por ter acesso a conhecimentos a muito perdidos. Ele sabe que está aqui e diz que este não é seu lugar.

    - Como assim? - perguntou Dimas.

    - Não sei, mas ele sabe. Diga o que lhe trás aqui, Dimas, e siga então sua sina - perguntou por fim Aemon, enrolando o pequeno pergaminho em sua mão.

    As perguntas fluíram na cabeça de Dimas, curioso por saber quem era o homem que queria jogar com ele.
    _______________________________________________________________________

    Thomas Homeless

    Um rato deslizou pela mão de Thomas enquanto ele rastejava naquele maldito poço.

    - Sabia que isto não ia prestar...sabia que isto não ia prestar - Thomas repetia aquela frase como um mantra, enquanto rastejava pelo limo do beco. Por fim, ele chegou ao fim do beco, onde uma escada de ferro a muito feita levava para cima, de volta a superfície.

    Thomas subiu a escada com cuidado, para não cair graças aos apoios enferrujados. Por fim, chegou a uma pesada tampa metálica, por onde a chuva descia como uma cachoeira.

    - Uma escorredouro de água das chuvas - pensou Thomas, enquanto empurrava a tampa. Seu ferimento doeu com o esforço, mas ele foi capaz de afastar a tampa.

    Thomas se viu no fundo de um beco, do outro lado do pátio. A torre na qual Dimas tinha entrado estava do lado oposto de onde ele se encontrava e ele pode ver que não era só o espaço que o separava: os guardas que o perseguiam estavam dispostos no meio do pátio.

    A solução dos seus problemas se deu quando uma porta próxima a ele rangeu, se abrindo. Aparentemente o vento foi o responsável por empurrar a porta, visto que ninguém aparecera. Thomas pensou no que fazer: voltar para o poço e esperar até que os guardas cansassem dele ou vasculhar o interior daquela torre.
    _______________________________________________________________________

    Andrew Snow

    - Pelos velhos deuses, o que é isto? - perguntou Andrew observando a imagem disforme de um corvo fundido a um homem, uma maldita aberração.

    - Um amigo, um poderoso amigo. Ele me alertou sobre o que está acontecendo aqui, bem como disse que o motivo de todo este problema está em seu sangue, seja antigo, seja novo - disse devagar o homem, correndo a ponta dos dedos sobre a imagem.

    - Pare com estes malditos enigmas, homem. Vá direto ao assunto - disse impaciente Andrew, socando a mesa. O meistre pareceu não se perturbar com o acesso do jovem, continuando sua divagação.

    - Deverá sair desta torre e seguir a esmo. O acaso o levará para o lugar certo. Se não fizer isto, nem mesmo esta cidadela o salvará da morte cinzenta - disse por fim, revelando a mão que levava escondida no manto. Sua mão estava cinza, pétrea. A morte começava a avançar sobre aquela vida.

    - Maldição! Você está doente, homem! - disse Andrew com repugnância, se afastando do velho.

    - Não se preocupe. O conhecimento que acumulei me torna capaz de controlar a infecção, mas não por um longo período. Pegue aquele manto e saia daqui, antes que a morte o tome também - disse por fim o velho, apontando um velho e surrado manto - Siga a esmo pelas ruas de Vilavelha e seu futuro logo se chocará contigo. Assim eu vi! Caso não acredite, se esconda em algum canto da Cidadela e espere a morte.

    Andrew correu os olhos entre o manto e o homem, enquanto decidia sobre o que fazer. Seguir aquele conselho louco ou procurar outro canto para se esconder?
    _______________________________________________________________________

    Vinko HighTower

    - Traidores Blackfyre, milorde Quenton. Eles são os responsáveis pela doença! - disse com voz séria o capitão Alabaster.

    Vinko se aproximou de uma fresta perfeitamente posicionada de forma a observar todo o Salão de Conferência. De lá, ele observou silenciosamente seu pai sentado na cabeceira da mesa de reunião, com Alabaster em pé ao seu lado.

    - Qual deles é o responsável, Alabaster? - disse Lorde Quenton Hightower, enquanto bebia uma taça de vinho.

    - O traidor Lutos, milorde. Segundo nosso homem infiltrado, ele se reuniu com um grupo de cavaleiros em uma taverna no Baixio das Sardinhas. Aparentemente, estava junto a eles um Blackfyre vindo das terras além do Mar Estreito - disse por fim.

    - Um Blackfyre? O que um maldito Blackfyre faz em minha cidade? - gritou Quenton, esmurrando na mesa e derrubando todo o resto do vinho - Qual dos malditos está aqui? Açoamargo?

    - Não, milorde. Aparentemente um se fazendo passar por espadachim bravosi. Mas ele portava a espada... A espada de Daemon - disse Alabaster, como que com medo do que seu senhor diria.

    - Um espadachim portando Blackfyre? E onde está este amaldiçoado? - perguntou enquanto se erguia, cuspindo palavras na direção de seu capitão.

    - Ainda não sabemos, senhor. Mas tenho homens espalhados por toda parte atrás dele. Logo o encontraremos! - disse convencido o capitão, demonstrando segurança em suas palavras.

    - Eu quero o maldito e a espada! Mobilize todo seu grupo para revirar cada canto de Vilavelha. Vá agora e só volte quando conseguir - ordenou Quenton.

    - Sim, milorde. E o que faço com Lutos e os outros?

    - Pendurem eles pelos pescoços na arcada de entrada da Torralta! - disse, se servindo de vinho e sentando novamente em seu lugar.

    O capitão fez uma mesura e se afastou por fim, ao mesmo tempo que Vinko seguia na direção de seu quarto, pensando no que fazer com aquela informação. Ele conhecia Lutos e pouco o importava o que aconteceria a ele, mas com certeza os Lothston estavam envolvidos com aquilo. Sor Caleb Lothston era seu amigo e com certeza ele teria mais informações sobre aquele assunto.

    Mas seria sensato seguir até lá e se envolver nesta trama?
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    Silvio Alencar

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por Silvio Alencar em Seg Jul 23, 2012 5:31 pm

    Dimas estava começando a se sentir sozinho novamente.

    - Maldito Thomas, onde diabos se enfiou! - praguejou ao sair da torre de Meistre Walgrave.

    Não haviam muitas possibilidades para o motivo de seu sumiço. Dentre elas traição e deserção, figuravam entre as principais. Mas a mais provável era que seu aliado temporário havia sido capturado. O que implicava em interrogatórios, subornos e coações, que de uma forma ou de outra levariam até Dimas, dentro daqueles muros da Corvoaria. Os corvos haviam sido enviados, agora era esperar e me esconder, nada de heroísmos a mais, o que poderia ser feito foi feito.

    Mas onde ficar? Uma coisa ainda atormentava seus pensamentos enquanto contornava a amurada, seguindo o pequeno canal em direção do rio, quem era o correspondente misterioso de Meistre Aemon? Por mais que tentasse, não conseguiu extrair a informação do jovem Meistre. Se aquele corvo fosse para o seu mestre, ao invés de para si, com certeza não iria compartilhar a informação por medo de uma delatação. No entanto, se fosse para si... o que Meistre Aemon estaria fazendo ao se relacionar com pessoas tão obscuras? Será que tencionava o aço valiriano em sua corrente? Ou simplesmente possuía senhores diferentes de Meistre Walgrave? Com outros propósitos?

    Dimas chegou a um outro pátio da Carvoaria, coberto por musgos e trepadeiras. Os corvos brancos, enormes, amontoavam-se pelos muros e telhados baixos enquanto que sobre as arcadas e arbustos os corvos negros grasnavam acomodando-se. Havia uma passagem entre dois prédios, um beco, que levava a um trecho não percorrido pelo bravosi que poderia ser promissor, no entanto havia outros transeuntes no lugar: guardas!

    - Você! - gritou o oficial enquanto se aproximava com seus subalternos. Por cima de seu ombro, Dimas pode ver um vulto subir de um bueiro no beco, logo atrás do destacamento. Um pequeno roedor sem lar.

    - Pois não? - respondeu Dimas.

    - O que faz aqui? Este lugar está proibido...

    - Não a mim, sores. Se olharem meus papéis, tenho certeza que ficarão satisfeitos em me dar passagem e me permitir continuar com minha missão.

    - Mas isto é um envelope, não uma autorização.

    - Acredito que o Sor não prestou atenção devida ao lacre.

    O oficial examina o pedaço de cera vermelha e devolve lentamente a carta a Dimas.

    - Lamento incomodar, senhor. Estávamos perseguindo um suspeito.

    - Sugiro que continue, então. Ou ele pode acabar escapando de vocês.

    Os homens se entreolham e partem sem mais palavras. Não fora totalmente ético selar um pedaço de papel com o sinete de Meistre Walgrave enquanto Meistre Aemon enviava os corvos, mas precisava de algum tipo de salvo-conduto dentro das muralhas da Cidadela. Como diziam aqui em Westeros? Penas negras, notícias negras? Dimas, solta o cabo da espada, oculta sob os trapos, e segue em direção do beco. Antes dos corvos surtirem efeito, precisava fazer mais algumas coisas, mas antes iria atrás de seu novo amigo Thomas e tentar descobrir o que ele fazia dentro daquele bueiro.

    gilmar.mendes

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por gilmar.mendes em Sex Ago 03, 2012 2:06 pm

    Thomas jaz entretido com a torre que estranhamente o convidava a descobrir os seus mistérios. O rapaz não entendia como o vento poderia ter aberto aquela porta e cessado repentinamente. Ele já havia ouvido várias estórias de fantasmas que rondavam os arredores de Vilavelha, mas nunca havia presenciado um desses casos. Em seus pensamentos a duvida consumia sua vontade de procurar Dimas nas ruas da cidade.

    Enquanto pairava esperando algo naquele silencio misterioso, uma mão bate no ombro de Thomas de repente o retirando do transe em que se encontrava.

    - Acorde rapaz, isso não é hora de ficar aqui de bobeira enquanto guardas estão no seu encalço. – Disse Dimas a Thomas enquanto puxava o rapaz para fora do beco do lado oposto a direção onde estavam os guardas.

    Thomas toma um susto, ainda sem se dar conta da situação, quando volta a si e puxa a mão de Dimas de volta.

    - Calma Dimas, acho que temos um mistério a frente. Aquela torre, eu acho que alguém ou algo estava querendo nos dizer algo, repentinamente ela se abriu como se me convidasse a adentrar em seu interior... Temos que ir lá ver... – disse Thomas segurando a mão do espadachim.

    - Deixa de bobeira garoto... Isso são coisas da sua cabe... – Dimas não teve tempo de terminar sua frase quando um vulto preto passa repentinamente entre o garoto e o espadachim os fazendo perder o equilíbrio e cambalear de volta ao beco e cair à porta da torre.

    Aparentemente algo queria realmente a presença dos dois dentro da misteriosa torre da cidadela.
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    JMoicano

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por JMoicano em Sex Ago 03, 2012 8:37 pm

    Pelos Deuses, o feitiço tinha se quebrado, e Andrews deu-se conta do quão longe tinha ido nesse teatro, mas aparentemente ainda havia tempo de fugir, agarrou o manto (sentiu algo duro quando agarrou, deveria ser um broche, depois verificaria), foi colocando ao mesmo tempo que se dirigiu a uma saída.

    Ao abrir a porta, a fraca luz do Sol ofuscou seus olhos, e ele se desequilibrou e esbarrou em alguém quase veio ao chão, reparou que quem esbarrou consigo tinha de fato ido ao chão, será? O futuro já teria se chocado com ele? Não é possível. Maldito velho...
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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

    Mensagem por jeancaoliveira em Ter Ago 07, 2012 8:44 pm

    Vinko sabe que não é uma boa ideia, mas a curiosidade finalmente o vence. Mas uma questão o preocupa bastante como contactar Sor Caleb Lothston? Corvos não são confiáveis a noite já se extende.
    Mas a situação pede urgência, Vinko sai de seu esconderijo, quando já em seus aposentos ele vai para a janela da escadaria oeste, pois esta é menos guarnecida e tem conexão com a saída do castelo.
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    Jefferson Pimentel

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    Parte 16

    Mensagem por Jefferson Pimentel em Qua Ago 08, 2012 7:12 pm

    Dimas Rivers, Thomas Homeless e Andrew Snow

    - O que, por todos os mistérios do mundo, foi isto? - Perguntou Dimas, se levantando e encarando a porta daquela torre misteriosa.

    - Falei com você, Dimas. Algo ai dentro quer que a gente vá a seu encontro. Ou a gente sai correndo daqui, ou sobe e descobre - respondeu Thomas, deixando a decisão para o bravosiano.

    Levando a mão a espada ainda oculta, Dimas encarou o vulto que se ocultava a porta, como se com medo da claridade do exterior.

    - Quem é você, homem? - perguntou por fim enquanto se erguia junto de Thomas. O homem - parecia, ao menos, ser um homem - vestia um pesado manto e levava em seu peito um símbolo que Dimas reconheceu rapidamente: o brasão da família Hightower, ostentado por todos aqueles que tinham transito livre na Torralta.

    O homem de manto os examinou por alguns segundos, com seu rosto completamente coberto pela sombra do capuz. Por fim, mostrou um rosto duro e claramente nortenho.

    - Sou Snow - disse entre os dentes, sem revelar seu nome - O velho lá de cima...bem...ele disse que eu os encontraria.

    - Velho? De quem você está falando? - disse Thomas, sem entender o que estava acontecendo.

    - Sim, o dono da mensagem - respondeu Dimas, encaixando aquela resposta ao corvo recebido por Meistre Aemon. Correndo até um suporte dentro da torre, apanhou dois outros mantos surrados que secavam depois de uma longa chuva e deu um a Thomas, enquanto vestia o outro. Sem entender muito bem o que estava acontecendo, Thomas prontamente vestiu o seu.

    - Você pode nos colocar dentro da Torralta, Snow, o lugar mais protegido de Vilavelha e local onde posso encontrar o único homem que pode resolver todo este inferno: Lorde Quenton Hightower - disse por fim, com um sorriso no rosto.

    - Como eu posso levar a gente lá pra dentro? - respondeu o nortenho, com olhos arregalados, esperando por uma resposta para aquela insanidade, tal qual Thomas.

    Dimas levou um dedo até o peito do homem, tocando o medalhão de cobre que ele levava.

    - Você tem a chave bem aqui!
    _______________________________________________________________________

    Vinko Hightower

    - Cavalariço, se aproxime - disse Vinko para um jovem que escovava o cavalo de seu pai. Reconhecendo o nobre, o jovem correu até o portal de pedra de onde Vinko o esperava.

    - Sim, milorde - disse o rapaz com uma mesura falha, comum à plebe.

    - Onde está Sor Caleb Lothston? Ele saiu com seu cavalo? - perguntou Vinko de forma direta.

    - Sim, milorde. Ele saiu com seus dois filhos e mais um bando de cavaleiros, junto do Sor Lutos - respondeu o rapaz, enquanto olhava para baixo, na direção de seus pés.

    - Assim que ele chegar, diga que eu solicitei sua presença em meus aposentos. Apenas ele - disse, já se virando de costas e retornando a seus aposentos.

    Menos de uma hora tinha se passado quando pesados batidas foram ouvidas por Vinko. Levando um marcador ao livro de história valyriana que lia, seguiu até a porta e a abriu, se deparando com o enorme Sor Caleb Lothston, completamente encharcado de chuva.

    - O senhor me chamou, Vinko? - disse o homem, sem se atrever a adentrar os aposentos do reservado rapaz.

    - Sim. Entre - disse Vinko, indicando sua mesa de leitura.

    Sor Caleb Lothston seguiu até um banco e se sentou, molhando completamente a cadeira. Vinko se aproximou e serviu vinho ao homem, que sorveu o copo de uma vez.

    - Quero saber sobre os planos de Lutos e a localização do Blackfyre. Em troca, salvarei sua vida - disse Vinko, golpeando Sor Caleb com suas palavras.

    O grande homem olhou para ele embasbacado, sem reação nenhuma quanto àquelas palavras.

    - Como...como... - gaguejou Caleb, desviando os olhos do penetrante olhar de Vinko, que descreviam que ele não conseguiria enganar o jovem. Por fim, se recostou na cadeira e começou sua narrativa, contando tudo ao jovem.

    Vinko ouviu a tudo atentamente. Por fim, marcou uma carta com seu selo, entregou a Caleb e disse:

    - Leve esta minha carta e apresente a todos os homens de meu pai que o barrarem. Me traga o Blackfyre vivo junto de sua espada e eu direi a meu pai que você estava a meus serviços, como meu espião. O "presente" o agradará o suficiente para acreditar na minha versão e poupar sua vida - disse, enquanto se servia de vinho.

    Confiando nas palavras do jovem Vinko, Caleb não disse mais nada. Se levantou e saiu dali o mais rápido que pode. Na porta, Vinko disse por fim.

    - Traga o homem ou você será cassado por toda a cidade, junto de seus filhos.

    Caleb assentiu e seguiu seu caminho.

    Vinko voltou a se sentar, abrindo o livro onde tinha parado, esperando o retorno do cavaleiro com sua "encomenda".

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    Re: A Morte Cinzenta - PbF

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